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Soja

Abiove eleva projeção de exportação de óleo de soja e registra alta no processamento

Embarques do óleo são estimados em 1,8 milhão de toneladas em 2026, enquanto esmagamento acumulado de soja cresce 8,3% até julho


Publicado em: 21/09/2026 às 10:40hs

Abiove eleva projeção de exportação de óleo de soja e registra alta no processamento

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou para 1,8 milhão de toneladas a projeção das exportações brasileiras de óleo de soja em 2026. O volume representa crescimento de 5,9% em relação à estimativa anterior, de 1,7 milhão de toneladas.

A revisão acompanha o avanço do processamento industrial e o fortalecimento da demanda externa pelos derivados da soja. Entre janeiro e julho, as indústrias brasileiras processaram 33,6 milhões de toneladas do grão, alta de 8,3% sobre o mesmo período de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

Para todo o ano, a Abiove estima que o esmagamento alcance 63,5 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação aos 63,3 milhões previstos anteriormente.

Produção brasileira de soja permanece em 180,4 milhões de toneladas

A estimativa para a produção de soja em grão foi mantida em 180,464 milhões de toneladas, em linha com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As exportações do grão, por outro lado, foram revisadas de 115,4 milhões para 115 milhões de toneladas, redução de 0,3% em comparação com a previsão divulgada em agosto.

A Abiove estima ainda importações de 900 mil toneladas e uso de 3 milhões de toneladas em sementes e outras finalidades. Com as mudanças no balanço, a projeção para os estoques finais de soja subiu 3,1%, passando de 6,479 milhões para 6,679 milhões de toneladas.

Processamento mensal cresce 7,4% em um ano

Somente em julho, o processamento de soja atingiu 5,13 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 1,9% na comparação com junho e avanço de 7,4% sobre julho de 2025, após o ajuste amostral.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a atualização das projeções reflete o desempenho do esmagamento nacional e o aquecimento do mercado internacional de óleo de soja.

“O ajuste nas estimativas reflete o forte desempenho do processamento nacional de soja e o aquecimento do mercado internacional para o óleo de soja. A elevação constante no acumulado do ano demonstra a eficiência e a competitividade do setor industrial em responder às demandas globais e domésticas”, afirma.

O executivo acrescenta que a entidade continuará acompanhando os indicadores de oferta e demanda para avaliar o abastecimento de soja e derivados ao longo do ano.

Produção de farelo de soja sobe para 48,9 milhões de toneladas

O maior volume destinado ao esmagamento também elevou a projeção para a produção brasileira de farelo de soja. A estimativa passou de 48,7 milhões para 48,9 milhões de toneladas, avanço de 0,4%.

As exportações de farelo foram mantidas em 25,3 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno permaneceu projetado em 21,4 milhões. As importações devem somar apenas mil toneladas.

Com esse cenário, os estoques finais de farelo foram revisados para 4,296 milhões de toneladas, crescimento de 4,9% diante da previsão anterior, de 4,096 milhões.

Exportação de óleo de soja ganha força em 2026

A produção brasileira de óleo de soja deverá alcançar 12,8 milhões de toneladas em 2026, aumento de 0,4% sobre os 12,75 milhões calculados no levantamento anterior.

A principal alteração ocorreu nas exportações. A previsão de 1,8 milhão de toneladas indica acréscimo de 100 mil toneladas nos embarques e reforça o peso da demanda internacional no balanço do produto.

O consumo interno foi mantido em 11 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem estimadas em 125 mil toneladas.

Com o crescimento das exportações, a projeção dos estoques finais de óleo de soja recuou de 836 mil para 786 mil toneladas, queda de 6%. Mesmo com essa redução, a Abiove avalia que o desempenho da indústria demonstra capacidade para atender aos mercados doméstico e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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