Publicado em: 09/02/2026 às 11:35hs
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a primeira ocorrência da planta invasora Amaranthus palmeri, conhecida popularmente como caruru-palmeri ou caruru-gigante, no estado de São Paulo. A detecção ocorreu na região de São José do Rio Preto, marcando a primeira vez que a praga é registrada fora dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde sua presença já havia sido constatada anteriormente.
Desde sua primeira identificação no Brasil, em 2015, no estado de Mato Grosso, a espécie tem preocupado o setor produtivo por sua alta capacidade de resistência a herbicidas e pelo impacto na produtividade agrícola. Atualmente, ela está oficialmente presente em oito municípios mato-grossenses e dois municípios sul-mato-grossenses.
De acordo com o Mapa, a propriedade onde a planta foi encontrada foi imediatamente interditada, ficando proibida a saída de qualquer material vegetal da espécie, além de restos culturais, resíduos de limpeza e solo da área afetada.
A colheita da soja cultivada no talhão contaminado só será autorizada após a eliminação completa das plantas de Amaranthus spp., conforme os protocolos definidos pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizados levantamentos de delimitação para identificar a extensão da área afetada e adotar as ações de controle necessárias.
O caruru-palmeri é uma das plantas daninhas mais agressivas e difíceis de controlar no ambiente agrícola. Suas características biológicas — como o rápido crescimento e a alta produção de sementes —, somadas à resistência a diferentes mecanismos de ação de herbicidas, tornam o seu controle um grande desafio para produtores e autoridades fitossanitárias.
A presença da praga em lavouras pode provocar redução significativa na produtividade, afetando especialmente culturas como soja, milho e algodão. A principal forma de dispersão do caruru-palmeri ocorre por meio de maquinários e implementos agrícolas contaminados, além de mistura com outras sementes durante o plantio.
Para enfrentar o avanço dessa praga, o Mapa publicou a Portaria SDA nº 1.119, de 20 de maio de 2024, que criou o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Amaranthus palmeri. A norma estabelece medidas fitossanitárias voltadas à prevenção, detecção, delimitação e controle da espécie em todo o território nacional.
Segundo o Ministério, a atuação visa proteger a sanidade vegetal, preservar a produção agropecuária e garantir o cumprimento da legislação fitossanitária vigente, reforçando o compromisso do governo federal com a segurança e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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