Publicado em: 01/04/2026 às 13:00hs
Com a evolução da segunda safra de milho no Sul do Brasil, os meses de março e abril concentram uma das etapas mais críticas do manejo fitossanitário: o controle da mancha-branca. Favorecida por noites frias, dias quentes e alta umidade, a doença atinge principalmente folhas do terço superior da planta, interferindo no enchimento de grãos e na produtividade final.
O período típico apresenta molhamento foliar prolongado e ampla variação térmica diária, criando ambiente ideal para a rápida evolução dos sintomas. Quando as folhas superiores são afetadas, há redução da capacidade fotossintética, impactando diretamente o peso final dos grãos.
Segundo Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA:
“A mancha-branca evolui de forma silenciosa e, quando o ambiente favorece, se expressa rapidamente, evidenciando falhas de aplicações e interferindo no rendimento.”
Ele alerta que a doença geralmente avança mesmo quando a lavoura apresenta bom aspecto vegetativo, sendo comum o aumento do intervalo entre aplicações durante essa transição climática.
O manejo eficaz da mancha-branca começa nos estádios iniciais da planta, entre V3 e V4, e se torna crítico do pré-pendoamento ao enchimento de grãos, fase em que o milho define seu rendimento. Além da escolha de híbridos tolerantes, a aplicação de fungicidas multissítios nas fases iniciais ajuda a reduzir a pressão da doença ao longo do ciclo da cultura.
“Programas que utilizam apenas fungicidas de sítio específico podem perder estabilidade em condições de alta pressão ambiental. A inclusão do multissítio na base do manejo garante controle mais consistente”, explica Gimenes.
A ADAMA indica programas que combinam tecnologias complementares para maximizar a proteção:
O objetivo, segundo a empresa, é antecipar a proteção da lavoura, evitando que a doença se instale, em vez de tentar recuperá-la após o aparecimento dos sintomas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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