Publicado em: 27/02/2026 às 13:00hs
O início da safrinha de milho traz consigo um desafio conhecido pelos produtores: a lagarta-do-cartucho. A praga, comum nas lavouras brasileiras, encontra condições ideais de desenvolvimento nesta fase inicial da cultura e pode comprometer significativamente a produtividade se não for identificada e controlada rapidamente.
De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de milho segunda safra deve atingir 110,46 milhões de toneladas. Com o aumento da área plantada, cresce também o risco de infestações e de perdas econômicas associadas à praga, especialmente quando o monitoramento é tardio ou o manejo inadequado.
A lagarta-do-cartucho atua de forma discreta nas primeiras fases de infestação. Os sinais iniciais incluem raspagens nas folhas mais novas, furos irregulares e presença de resíduos no cartucho — local onde as lagartas se abrigam e se alimentam.
Segundo Bruno Vilarino, gerente estratégico de produtos da ORÍGEO, o produtor muitas vezes só percebe o ataque quando o inseto já está bem instalado na lavoura.
“Quando a praga se estabelece, o controle se torna mais difícil e o risco de perda de produtividade aumenta consideravelmente”, explica o especialista.
A prevenção e o manejo correto são essenciais para reduzir os danos causados pela lagarta-do-cartucho. Entre as estratégias recomendadas estão:
“Um manejo bem planejado, aliado à observação frequente da lavoura, é decisivo para conter a infestação e garantir o bom desenvolvimento das plantas”, reforça Vilarino.
Entre as alternativas disponíveis no mercado, o Propose, da UPL Brasil, é uma das soluções indicadas para o controle da Spodoptera frugiperda. Registrado junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o produto combina dois ingredientes ativos — Clorfenapir e Clorantraniliprole — que atuam tanto por contato quanto por ingestão.
O uso do inseticida deve estar inserido em um Manejo Integrado de Pragas (MIP), que inclui monitoramento, aplicações programadas e rotação de produtos para evitar resistência.
“O controle eficaz começa com a observação em campo. Quanto mais cedo a Spodoptera for identificada, maiores são as chances de preservar o potencial produtivo da lavoura”, conclui Vilarino.
Fonte: Portal do Agronegócio
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