Publicado em: 22/01/2026 às 11:25hs
A safra brasileira de milho 2025/26 deve atingir 138,8 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O grão segue consolidado como uma das principais culturas do agronegócio nacional, essencial para a alimentação humana e animal, além de ser base para a produção de biocombustíveis.
Com esse peso estratégico na economia e na segurança alimentar, especialistas reforçam a importância de práticas de manejo eficiente e uso correto de defensivos agrícolas para proteger as lavouras contra pragas que ameaçam a produtividade — entre elas, a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus), uma das mais danosas à cultura do milho.
Presente em diversas regiões produtoras, a lagarta-elasmo representa um risco crescente, especialmente no Cerrado brasileiro, onde as condições ambientais favorecem sua proliferação.
De acordo com Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), a praga se desenvolve com mais intensidade em períodos de estiagem, altas temperaturas e solos arenosos, que possuem maior drenagem.
“Os danos se concentram nos primeiros 30 dias após a emergência da lavoura, quando a lagarta consome o colmo internamente. O ataque compromete a gema apical, provocando o chamado ‘coração morto’ ou gerando brotações anormais, o que reduz o porte do milharal e resulta em perdas significativas na colheita”, explica Kagi.
O combate à lagarta-elasmo exige um manejo integrado de pragas (MIP), que combina tratamento de sementes, rotação de culturas, manejo da palhada e o uso de defensivos agrícolas de forma estratégica.
Entre as principais recomendações estão:
Segundo o Sindiveg, o monitoramento frequente das lavouras é fundamental, especialmente nos primeiros 30 centímetros de altura das plantas, fase mais vulnerável ao ataque da praga.
Kagi reforça que o uso de ferramentas tecnológicas, aliado à aplicação correta dos defensivos, é determinante para assegurar a estabilidade da produção nacional de milho e evitar prejuízos que possam comprometer a oferta do grão.
“O monitoramento constante e o manejo bem orientado são a base para preservar a produtividade e garantir que o Brasil mantenha sua posição de destaque no mercado global de milho”, conclui o especialista.
Fonte: Portal do Agronegócio
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