Publicado em: 21/01/2026 às 08:30hs
O número médio de psilídeos capturados em armadilhas no parque citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro caiu pelo segundo ano consecutivo, segundo dados do Alerta Psilídeo, plataforma mantida pelo Fundecitrus.
Os resultados confirmam uma tendência de redução após o pico registrado em 2023 e indicam um cenário de menor pressão da praga, reflexo da adoção contínua de práticas de controle e de condições climáticas menos favoráveis ao inseto.
De acordo com o levantamento consolidado de 2025, o maior índice da série histórica ocorreu em 2023, quando foram registrados, em média, 2,23 psilídeos por armadilha.
Em 2024, a média caiu para 1,32, e, no último ano, houve nova redução para 1,00 psilídeo por armadilha, consolidando dois anos consecutivos de queda.
Mesmo com essa redução expressiva, 2025 ainda é classificado como um ano de ocorrência moderada a alta, o que reforça a necessidade de manutenção das estratégias de manejo integrado da praga.
Os dados históricos da plataforma apontam um fato curioso: 2025 teve o maior volume de brotações já registrado, fator que normalmente favoreceria o aumento populacional do psilídeo.
No entanto, o comportamento do inseto seguiu na direção oposta, com redução nas capturas ao longo do ano.
“Mesmo com o maior nível de brotações da série histórica, a população do psilídeo diminuiu. Isso demonstra o comprometimento dos citricultores, que vêm adotando corretamente as medidas de controle recomendadas pelo Fundecitrus”, explica Ivaldo Sala, coordenador do Departamento de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus.
O Alerta Psilídeo é uma ferramenta gratuita desenvolvida pelo Fundecitrus com o objetivo de prevenir surtos da praga e orientar o manejo nos pomares.
Com base em dados de campo, o sistema identifica períodos de maior risco de infestação e auxilia produtores na tomada de decisão, permitindo que as ações de controle sejam aplicadas no momento mais eficiente.
Fonte: Portal do Agronegócio
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