Publicado em: 18/11/2015 às 16:00hs
Nos últimos dias foram detectados as seguintes ataques de pragas Elasmopalpus lignosellus (Lagarta Elasmo), Lagria villosa (Idi Amim besouro e larvas), Agrotis ipsilon (lagarta-rosca), Spodoptera spp. (Lagarta Spdopotera), Helicoverpa armigera (Lagarta Helicoverpa), Diabrotica spp. (Vaquinhas e Metaleiros) e percevejos.
No programa de monitoramento da Fundação Chapadão, observou-se que as mariposas de algumas importantes pragas, apresentam alta ocorrência em algumas áreas. As lavouras de soja que já estão estabelecidas, passam pelo ataque de pragas, sendo manejadas conforme a necessidade.
Devemos citar ainda a importância do bom manejo de pragas para garantir altas produtividades. A prática fundamental dentro do programa de MIP (Manejo Integrado de Pragas é a amostragem, então reuniões de equipes de monitores para alinhamento das identificações, são fundamentais. Entre as pragas que se destacaram podemos citar a Spodoptera frugiperda, ainda frequente na maioria das plantas de milho “tigueras” da última safrinha. Desta forma, a eliminação das plantas de milho, além de evitar a mato-competição a soja, estaremos tirando o alimento das pragas, sendo esta mais uma prática de manejo. No entanto após eliminar estas plantas pode as lagartas atacarem a cultura da soja, sendo necessário maior monitoramento neste caso.
Algumas áreas apresentaram a ocorrência conjunta de Elasmopalpus lignosellus , Agrotis ipsilon e Idi Amim. Os sintomas comum são as murchas de plantas em função do ataque. No entanto o técnico deve analisar bem para definir a estratégia de manejo, inseticida, horário de aplicação, etc. No monitoramento de mariposas pode-se observar a presença maior de mariposas de A.ipsolon, o que correlacionou com os danos no campo.
As lagartas de Helicoverpa armigera, apesar de menor ocorrência na maioria das propriedades este ano, estão presentes e necessitam do manejo. As áreas em que apresentaram índices de controle foram controladas eficientemente com Diamidas.
Deve o produtor atentar que nos próximos dias, podem ocorrer lagartas de Falsa-Medideira, em função da maior ocorrência em determinados pontos da região, nos últimos levantamentos de mariposas.
Os percevejos já começam a se reproduzirem, nas lavouras sendo encontrados ovos e ninfas. Nesse ponto o técnico deve analisar os índices, nos talhões, a fim de traçar uma estratégia de manejo, desta importante praga.
Para maiores detalhes os pesquisadores e técnicos da Fundação Chapadão estão à disposição para o manejo das referidas pragas. O nosso telefone para contato é 67.3562-2032.
Equipe Pragas e Plantas Daninhas: Eng.Agr.Dr. Germison Tomquelski; Claudemir Theodoro, Claudinei Viana, Ana Paula Oliveira, Josiane Oliveira, Gabriella Manna, Patricia Mariano e Loane Krug.
Fonte: Fundação Chapadão
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