Publicado em: 14/05/2026 às 11:15hs
A Agrodefesa iniciou o Levantamento Fitossanitário Anual de HLB em Goiás, ação considerada estratégica para o monitoramento e controle da principal doença da citricultura mundial.
Os trabalhos começaram na última terça-feira (12/5) e seguem até 31 de julho de 2026, envolvendo 71 fiscais estaduais engenheiros-agrônomos da agência. Ao todo, serão avaliadas 126 propriedades rurais distribuídas em 70 municípios goianos.
O objetivo do levantamento é identificar e delimitar áreas com e sem ocorrência do HLB, também conhecido como greening, fortalecendo o controle sanitário da citricultura no estado.
Segundo a coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, o HLB é atualmente a doença mais severa da citricultura global.
A enfermidade não possui cura e também não existem variedades comerciais totalmente imunes, tanto de copa quanto de porta-enxerto.
“Quando a planta é contaminada, a recomendação técnica é a erradicação. O levantamento é fundamental porque permite delimitar áreas com e sem ocorrência da doença, contribuindo para o controle sanitário”, explica a coordenadora.
De acordo com a Agrodefesa, as 12 unidades regionais da agência participam da operação, ampliando a capacidade de monitoramento das áreas produtoras de citros em Goiás.
Atualmente, o estado possui:
Os dados fazem parte do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), utilizado para monitoramento sanitário da produção agrícola estadual.
O Levantamento Fitossanitário Anual de HLB é realizado pelos órgãos estaduais de defesa agropecuária em todo o país, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Legislação Federal nº 1326/2025.
A normativa define critérios e procedimentos para prevenção, monitoramento e controle da doença nos pomares comerciais.
Além da erradicação de plantas contaminadas, as medidas de controle incluem fiscalização, monitoramento constante e combate ao inseto vetor responsável pela disseminação da bactéria causadora do greening.
Até o momento, a doença foi identificada em 21 propriedades comerciais localizadas em cinco municípios goianos.
O avanço da praga preocupa o setor citrícola devido aos impactos diretos sobre produtividade, qualidade dos frutos e longevidade dos pomares.
Especialistas reforçam que o monitoramento contínuo e a rápida identificação de focos são essenciais para reduzir o avanço do greening nas regiões produtoras.
Entre as principais medidas recomendadas estão:
A expectativa da defesa agropecuária é que o levantamento anual permita aprimorar as estratégias de contenção da doença e fortalecer a sanidade da citricultura goiana nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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