Publicado em: 12/02/2026 às 08:00hs
Com os custos de produção em alta e o clima cada vez mais irregular, o produtor rural tem buscado soluções que aumentem a eficiência e sustentabilidade de suas lavouras. Nesse contexto, a irrigação por gotejamento vem se consolidando como uma das tecnologias mais eficazes para o uso racional da água e dos insumos agrícolas, ao mesmo tempo em que reduz desperdícios e melhora a produtividade.
O sistema aplica água e nutrientes diretamente na zona das raízes, evitando perdas por evaporação e escorrimento superficial, típicas de métodos menos precisos. O resultado é um manejo mais eficiente, com impacto direto na rentabilidade e na economia de recursos ao longo das safras.
Segundo o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim no Brasil, o gotejamento representa uma mudança estrutural na forma de produzir.
“O gotejamento permite aplicar exatamente o que a planta precisa, no momento certo. Isso se traduz em economia de água, energia e insumos, além de mais segurança no manejo”, destaca Torezani.
A aplicação localizada da água reduz o consumo hídrico e a necessidade de bombeamento, o que diminui significativamente os gastos com energia elétrica ou combustível.
“Quando o produtor elimina o excesso, ele passa a trabalhar de forma mais eficiente. No gotejamento, praticamente não há desperdício, e isso faz muita diferença no fechamento da conta no fim da safra”, complementa o agrônomo.
Outro diferencial do sistema de irrigação por gotejamento é o alto nível de controle e automação que oferece ao agricultor. A tecnologia permite ajustes conforme o estágio da cultura e as condições climáticas, tornando o manejo mais técnico e previsível.
“Há melhor aproveitamento dos nutrientes, pois os fertilizantes são aplicados diretamente na zona radicular. Isso reduz perdas e melhora o desempenho da lavoura”, explica Torezani.
Embora exija planejamento e investimento inicial, o gotejamento apresenta retorno consistente ao longo do tempo, tanto pela redução dos custos operacionais quanto pelo aumento da produtividade e durabilidade do sistema.
“O produtor passa a ter mais controle sobre a lavoura e consegue produzir mais com menos recursos. Em um cenário de margens apertadas, essa eficiência é essencial para manter a competitividade”, conclui Torezani.
Fonte: Portal do Agronegócio
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