Publicado em: 04/08/2014 às 15:30hs
O consumidor brasileiro enxerga o agricultor como fornecedor de alimentos, o respeita, mas desconhece os desafios da atividade agrícola, e tem baixa percepção acerca das boas práticas de produção empregadas no campo.
Estas são as principais constatações da 2ª edição da pesquisa “Farm Perspective Study”, encomendada pela Basf à empresa Market Probe, e divulgada nesta semana. O levantamento contemplou 300 agricultores e pouco mais de mil consumidores.
Segundo o estudo, 88% dos consumidores reconhecem o papel do agricultor como fornecedor de alimentos, e 90% dizem respeitar os produtores rurais
Entretanto, apesar de associarem o conceito de sustentabilidade apenas por uma perspectiva de cuidado ambiental – numa visão simplista, que deixa de lado os vetores financeiro e social -, 82% dos consumidores se preocupam com o tema, e 75% responderam que estariam aptos a pagar mais por produtos sustentáveis.
Por outro lado, só 37% afirmam que os agricultores usam de métodos sustentáveis de produção, contra 67% na percepção dos próprios produtores.
Reforçar comunicação das iniciativas sustentáveis
Para Eduardo Leduc, vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina e de Sustentabilidade para a América do Sul, estes dados mostram que os agricultores avaliam que devem concentrar mais esforços para atender às expectativas dos consumidores. “Mas é preciso reforçar a comunicação dos avanços de iniciativas sustentáveis no setor para a sociedade.”
Outro dado de viés negativo da pesquisa revela que 85% dos consumidores não entendem os inúmeros desafios da atividade agropecuária. “Para um país de caráter agrícola, em que o PIB está diretamente atrelado ao agro, este desconhecimento é inaceitável”, ressalta Leduc.
De acordo com o executivo, a sociedade urbana ainda tem uma visão romântica do que é se fazer agricultura. Só que esta agricultura “vista” pelas cidades, ressalva Leduc, não alimenta o mundo. “A [agricultura] que alimenta o planeta é lastreada em tecnologia, não em romantismo.”
Fonte: Sou Agro
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