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Agricultura Regenerativa: Como a agricultura pode ajudar a recuperar ecossistemas

A busca por práticas agrícolas sustentáveis não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para o futuro do planeta.


Publicado em: 13/05/2024 às 10:00hs

Agricultura Regenerativa: Como a agricultura pode ajudar a recuperar ecossistemas

A agricultura na América do Sul tem se destacado nas últimas décadas, não apenas por sua capacidade de produzir alimentos e bioenergia para o mundo, mas também por sua crescente contribuição para a recuperação de ecossistemas. Nesse contexto, muitos agricultores e empresas do setor têm adotado práticas inovadoras para regenerar o ambiente e promover uma produção agrícola mais sustentável e resiliente.

Uma dessas práticas é a agricultura regenerativa, um conceito que está ganhando espaço entre agricultores e empresas comprometidas com a sustentabilidade. A agricultura regenerativa busca restaurar a biodiversidade do solo e do ambiente, contribuindo para a resiliência e a sustentabilidade do setor agropecuário como um todo. Isso é alcançado por meio de diversas práticas, como conservação de solo, uso de bioinsumos, aumento da matéria orgânica no solo, e retenção de água. Além de tornarem os sistemas agrícolas mais eficientes, essas práticas também contribuem para a captura de carbono, tornando-se uma importante ferramenta na luta contra as mudanças climáticas.

O Brasil é um dos países que estão liderando essa mudança. A agricultura regenerativa vai além da simplificação dos processos produtivos; ela busca imitar a complexidade da natureza, criando sistemas mais diversificados e heterogêneos. O objetivo é fomentar a interação entre os elementos do ecossistema, melhorando a fertilidade do solo e a resistência a desafios climáticos, o que, em última análise, torna a produção agrícola mais eficiente e sustentável.

Grandes empresas como a Cargill já incorporaram a agricultura regenerativa em suas estratégias globais. Nos Estados Unidos, a empresa lançou em 2021 o programa RegenConnect, que incentiva práticas agrícolas regenerativas, oferecendo recompensas financeiras aos agricultores pelo sequestro de carbono. A ideia é incentivar práticas como a redução do revolvimento do solo e a implementação de culturas de cobertura, por meio de suporte técnico e um time de agrônomos especializados.

No Brasil, a Cargill lançou o ReSolu, um programa que visa promover a construção de uma nova geração de sistemas agrícolas mais resilientes e eficientes, focados em solos mais vivos e ecossistemas mais diversos. O ReSolu oferece uma plataforma completa de soluções para acelerar a adoção da agricultura regenerativa no país. O programa tem como foco a conversão de áreas degradadas para a agricultura e a implementação de práticas regenerativas em áreas agrícolas já estabelecidas. Ele conta com quatro pilares principais: assistência técnica especializada, portfólio de insumos, finanças verdes e mensuração de carbono.

Com iniciativas como essas, a esperança é não apenas promover a prosperidade dos produtores rurais, mas também gerar impactos positivos no ecossistema, como a redução de gases de efeito estufa, conservação de recursos hídricos e aumento da saúde do solo e da biodiversidade.

Ingrid Graziano, líder de Produtos de Sustentabilidade para a América do Sul, enfatiza que esses programas representam o compromisso da Cargill com o produtor e a sustentabilidade. Ela ressalta que a agricultura é uma parte essencial para tornar esse compromisso uma realidade, e que no Brasil, a agricultura regenerativa é uma chave para alcançar níveis cada vez mais altos de excelência e gestão responsável dos recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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