Publicado em: 03/02/2026 às 11:45hs
O sorgo vem conquistando cada vez mais espaço nas lavouras do Rio Grande do Sul, consolidando-se como uma alternativa viável em sistemas agrícolas que buscam diversificação e maior estabilidade produtiva. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as regiões de Bagé e Santa Maria são exemplos do avanço da cultura no Estado.
Em São Borja, a área plantada com sorgo soma cerca de 5 mil hectares. O boletim aponta que 70% das lavouras já estão em fase reprodutiva, enquanto 30% permanecem em desenvolvimento vegetativo. Os tratos culturais, como aplicação de herbicidas, inseticidas e adubação de cobertura, foram finalizados.
Apesar do bom desenvolvimento das plantas, os produtores manifestam preocupação com a falta de chuvas regulares, fator essencial para garantir boa produtividade.
Em Quaraí, ainda na regional de Bagé, o levantamento da Emater/RS-Ascar mostra que 20% das lavouras estão em fase vegetativa, 50% em floração e 30% em enchimento de grãos, indicando avanço do ciclo produtivo e boas perspectivas, desde que as condições climáticas se mantenham favoráveis.
Na região administrativa de Santa Maria, a área total cultivada com sorgo atinge 1.786 hectares. Desse total, 628 hectares são destinados ao sorgo forrageiro, utilizado principalmente na alimentação animal, e o restante ao sorgo granífero, voltado à produção de grãos.
A Emater/RS-Ascar destaca que a cultura tem se tornado estratégica nos sistemas produtivos regionais, especialmente em propriedades que enfrentam períodos de estresse hídrico. Segundo o informativo, o sorgo se diferencia pela rusticidade e eficiência no uso da água, características que conferem maior segurança e estabilidade à produção, tanto de grãos quanto de forragem.
Com seu baixo custo de produção e adaptabilidade ao clima seco, o sorgo se consolida como uma alternativa sustentável para o agronegócio gaúcho. A ampliação das áreas cultivadas reflete o esforço dos produtores em buscar novas soluções diante das variações climáticas, fortalecendo a resiliência das cadeias agrícolas regionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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