Publicado em: 22/01/2026 às 08:00hs
O sorgo deve registrar crescimento expressivo no ciclo 2025/2026, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada da cultura deve alcançar 1,796 milhão de hectares, um aumento de 10% em relação à safra anterior. A produção prevista é de 6,6 milhões de toneladas, alta de 8,4% frente ao ciclo 2024/2025.
O avanço reflete a busca dos agricultores por alternativas ao milho durante a safra de inverno, especialmente em regiões do Cerrado com risco climático mais elevado.
Segundo Rafael Toscano, BU técnico da ORÍGEO, joint venture da Bunge e UPL:
“O sorgo se destaca onde o milho safrinha enfrenta maiores desafios climáticos. Ele exige menos água, tolera janelas de plantio mais amplas e mantém produtividade mesmo em condições adversas, reduzindo riscos para o produtor.”
O grão, portanto, não é apenas uma opção de contingência, mas uma estratégia para reduzir perdas e aumentar a eficiência produtiva em ciclos de segunda safra mais vulneráveis a períodos de seca e chuvas irregulares.
O avanço do melhoramento genético e de tecnologias como a iGrowth® tornou o sorgo mais produtivo e adaptável a manejos mais sofisticados, permitindo ao agricultor aumentar a rentabilidade e incorporar práticas sustentáveis ao sistema produtivo.
“Com maior produtividade e resistência, o sorgo deixou de ser uma cultura marginal e agora integra o planejamento estratégico da safra de inverno”, destaca Toscano.
Outro fator que impulsiona a expansão do sorgo é a diversificação de mercados. O grão pode ser:
Essa versatilidade garante liquidez e segurança econômica, tornando o sorgo uma opção estratégica, não apenas um “plano B” para a segunda safra.
Com demanda crescente, menor risco climático e custos competitivos, o sorgo deve consolidar-se como uma das principais apostas dos produtores para a safra de inverno 2026.
“A combinação de resistência, produtividade e mercado diversificado faz do sorgo uma alternativa segura e rentável, que deve ser considerada no planejamento agrícola de todos os produtores do Cerrado”, finaliza Toscano.
Fonte: Portal do Agronegócio
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