Milho e Sorgo

Produção e valor do milho paulista avançam em 2025 e reforçam protagonismo do Estado no agronegócio

Com aumento de 26% no Valor da Produção Agropecuária, São Paulo se destaca na expansão do cultivo de milho e investe em pesquisa, tecnologia e novos híbridos


Publicado em: 18/02/2026 às 19:40hs

Produção e valor do milho paulista avançam em 2025 e reforçam protagonismo do Estado no agronegócio
Valor da Produção Agropecuária do milho cresce 26% em São Paulo

O milho consolidou sua posição entre os principais produtos do agronegócio paulista em 2025. Segundo dados preliminares do Instituto de Economia Agrícola (IEA), o Valor da Produção Agropecuária (VPA) do cereal ultrapassou R$ 4 bilhões, representando um crescimento de 26,24% em relação a 2024.

Além do avanço financeiro, a safra 2024/25 registrou aumento de 14,3% na produção, impulsionada pelo bom desempenho das lavouras e pela adoção de tecnologias no campo. O resultado coloca o milho entre os dez produtos mais relevantes da agricultura paulista.

Regiões líderes reforçam vocação para o milho safrinha

As regiões de Itapeva, Assis, Ourinhos, São João da Boa Vista e Presidente Prudente concentram mais de 58% da produção estadual de milho. O destaque vai para Assis, considerada o berço do milho safrinha em São Paulo.

De acordo com Sandro Lemos Parise, engenheiro agrônomo e especialista em grãos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a tradição da região vem desde os anos 1990, quando o cultivo de trigo foi substituído pelo milho após a soja.

“A região de Assis é referência histórica no sistema de produção do milho safrinha, predominante tanto no Estado quanto no Brasil”, destacou Parise.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, reforçou que o crescimento do cultivo demonstra a força do agronegócio paulista.

“Investimos continuamente em pesquisa e extensão rural, valorizando uma cultura essencial para o Brasil e o mundo”, afirmou.

Demanda crescente e benefícios agronômicos impulsionam o cultivo

O diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (ABRAMILHO), Bernhard Kiep, ressaltou o potencial de expansão da cultura no Estado. Segundo ele, além da alta demanda — especialmente para a alimentação animal —, o milho contribui para a melhoria da qualidade do solo, por meio da palhada e do material orgânico deixado após a colheita.

“Há uma demanda crescente impulsionada pelo abate de suínos, bovinos e aves em São Paulo. O milho é estratégico para a sustentabilidade e para o fortalecimento do setor”, afirmou Kiep.

Programa Milho+SP estimula produtividade e sustentabilidade

Para fomentar a produção, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio da CATI, mantém o Programa Milho+SP — uma iniciativa voltada à modernização e eficiência do cultivo.

O projeto conta com o apoio de empresas parceiras como Brevant e Pioneer, Yara, Corteva e Valtra, e atua em duas frentes principais:

  • incentivo ao cultivo de milho na reforma de pastagens;
  • aumento da produtividade em áreas já plantadas, com uso de tecnologia e boas práticas de manejo.

As ações incluem palestras, vitrines tecnológicas, campos demonstrativos e capacitações, alcançando produtores de diferentes regiões.

“O programa busca elevar o teto produtivo e promover a sustentabilidade do produtor, com foco na transferência de conhecimento”, destacou Parise.

Novos híbridos do IAC ampliam as opções de mercado

A Instituto Agronômico (IAC), referência em pesquisa agrícola, também tem ampliado as oportunidades para o milho paulista. Em dezembro de 2025, o Programa de Melhoramento de Milho lançou dois novos híbridos de milho branco — IAC 2027 e IAC 2039 — voltados ao mercado de canjica e farinha branca, segmentos em crescimento na região sudoeste do Estado.

Segundo a pesquisadora e melhorista Maria Elisa Zagatto, as novas cultivares reforçam a demanda por variedades convencionais e não transgênicas, voltadas a nichos como milho-verde, pipoca e produtos gourmet.

“O uso das cultivares do IAC representa inovação no mercado de alimentação humana e aprimora o manejo agrícola no Estado de São Paulo”, afirmou Zagatto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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