Publicado em: 19/01/2026 às 11:20hs
O mercado de milho no Brasil segue registrando quedas nos preços, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Pesquisadores apontam que a retração está relacionada à demanda doméstica enfraquecida, às boas perspectivas para a produção nacional e à maior flexibilidade dos produtores nas negociações.
Mesmo com a leve redução nas estimativas de produção para 2025/26, o volume projetado continua elevado, o que mantém o mercado pressionado.
No cenário externo, o movimento de queda também é resultado da expectativa de oferta mundial abundante, especialmente nos Estados Unidos, principal produtor global.
De acordo com o relatório divulgado recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra mundial de milho 2025/26 está estimada em 1,29 bilhão de toneladas, número superior às 1,28 bilhão de toneladas projetadas em dezembro de 2025 e às 1,23 bilhão de toneladas da temporada anterior.
O aumento é impulsionado pelo avanço das produções norte-americana e chinesa, o que reforça a tendência de estoques elevados e pressão sobre os preços internacionais.
No Brasil, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados na última semana indicam que a produção total de milho (somando primeira, segunda e terceira safras) deve alcançar 138,86 milhões de toneladas em 2025/26.
Embora o volume represente queda de 1,5% em relação à safra anterior, o número ainda é considerado robusto pelos analistas de mercado, contribuindo para a continuidade das baixas nas cotações internas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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