Publicado em: 25/11/2024 às 11:00hs
O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com preços firmes, mesmo diante do aumento da oferta por parte dos produtores. Apesar da maior disponibilidade, as cotações devem permanecer estáveis ou apresentar leve alta. No cenário externo, a Bolsa de Chicago opera em queda, acompanhada pela desvalorização do dólar frente ao real.
Na última sexta-feira, os preços do milho mantiveram-se pouco alterados no Brasil. Conforme análise do consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado apresentou um incremento nas ofertas, mas os valores continuaram sustentados.
Nos portos, o milho foi negociado com as seguintes cotações:
Nas praças internas, os preços seguiram variando conforme a região:
Na Bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em dezembro recuaram 1,25 centavo de dólar na sexta-feira (22), fechando a US$ 4,25 1/2 por bushel, uma queda de 0,29% em relação ao dia anterior. A posição para março de 2025 também apresentou baixa, encerrando a sessão a US$ 4,35 1/4 por bushel, recuo de 0,22%.
O movimento de desvalorização em Chicago reflete a queda nos preços do petróleo em Nova York, além de expectativas climáticas favoráveis na América do Sul e previsões de maior colheita na Ucrânia em 2025. Essa tendência reforça a competitividade do milho ucraniano frente às exportações dos Estados Unidos.
Apesar das pressões de baixa, a desvalorização do dólar em relação a outras moedas contribui para limitar perdas mais acentuadas nas cotações.
O dólar comercial operou em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,7882. O índice Dollar Index registrou desvalorização de 0,49%, fechando a 107,03 pontos.
Nos mercados financeiros, as principais bolsas da Ásia encerraram de forma mista: Xangai recuou 0,10%, enquanto o Japão avançou 1,30%. Na Europa, os índices apresentaram ganhos moderados, com Paris subindo 0,09%, Frankfurt 0,27% e Londres 0,24%.
O petróleo também apresentou leve queda: o contrato para janeiro do WTI em Nova York foi negociado a US$ 71,12 por barril, com recuo de 0,16%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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