Publicado em: 29/08/2025 às 19:40hs
O mercado brasileiro de milho fechou agosto com cotações em alta, impulsionadas pela demanda externa aquecida e pela retenção de oferta pelos produtores. Segundo a Safras Consultoria, a procura interna pelos consumidores manteve-se firme, embora as negociações tenham avançado de forma limitada ao longo do mês.
Com a colheita da safrinha praticamente concluída, os produtores controlam o ritmo dos negócios. Já os compradores seguem ativos na consulta por lotes, mas adiam parte das aquisições devido aos elevados custos de frete para transporte a longas distâncias.
No setor externo, os negócios continuam avançando mesmo com o dólar próximo de R$ 5,40. A programação de embarques dos portos brasileiros (line-ups) indica a possibilidade de exportar cerca de 8 milhões de toneladas de milho até o fim de agosto, com expectativa de 4 milhões de toneladas em setembro.
O cenário internacional também influenciou o mercado. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os preços oscilaram ao longo do mês devido a fatores conflitantes: a forte demanda pelo milho norte-americano e a previsão de uma safra recorde nos EUA.
O valor médio da saca de milho no Brasil foi de R$ 62,42 em 28 de agosto, alta de 1,82% em relação aos R$ 61,30 do final de julho.
Até o momento em agosto, as exportações de milho do Brasil somaram US$ 1,010 bilhão, com média diária de US$ 63,178 milhões. O volume total exportado chegou a 4,960 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 203,80 por tonelada.
Em comparação a agosto de 2024, houve:
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Fonte: Portal do Agronegócio
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