Preço do Milho Recuam com Pressão da Soja e Tendências em Chicago
Mercado brasileiro inicia o dia com leve queda nas cotações do milho, enquanto fatores externos equilibram o cenário internacional
Publicado em: 18/12/2024 às 11:00hs
Os contratos futuros de milho iniciaram a quarta-feira (18) em baixa na Bolsa Brasileira (B3), refletindo oscilações tanto no mercado interno quanto externo. Por volta das 10h14 (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 72,75 e R$ 74,38.
O contrato para vencimento em janeiro de 2025 registrava queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 74,38. Já o vencimento para março de 2025 era cotado a R$ 73,43, com retração de 0,37%, enquanto o contrato de maio de 2025 apresentava perda de 0,38%, valendo R$ 72,75.
Mercado Externo: Chicago Reflete Contrapontos
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços futuros do milho abriram o dia próximos à estabilidade, mas com ligeiras quedas. Por volta das 10h09, os contratos exibiam variações negativas:
- Dezembro/2024: US$ 4,43 (-0,25 pontos)
- Maio/2025: US$ 4,49 (-0,50 pontos)
- Julho/2025: US$ 4,52 (-0,75 pontos)
- Setembro/2025: US$ 4,33 (-1,00 ponto)
As movimentações do milho em Chicago são influenciadas por duas forças principais: a pressão negativa decorrente da forte desvalorização da soja e a perspectiva positiva trazida pelo setor de etanol de milho nos Estados Unidos.
Impacto da Soja e Otimismo no Setor de Etanol
Os contratos futuros de soja registraram quedas significativas durante a madrugada, à medida que aumentam as expectativas de uma safra recorde no Brasil. "As projeções de uma colheita abundante estão pressionando os preços da soja, o que impacta indiretamente o milho", aponta Tony Dreibus, analista da Successful Farming.
Por outro lado, o mercado de milho encontra apoio em boas notícias para o setor de etanol nos Estados Unidos. Uma disposição no projeto de lei de financiamento provisório da Câmara dos Representantes permite a venda de E15 (combustível com 15% de etanol) durante todo o ano, o que é comemorado pela indústria.
“O projeto remove uma barreira regulatória ultrapassada e burocrática. Estamos confiantes de que a resolução será aprovada no Congresso e assinada pelo presidente em breve”, afirmou Geoff Cooper, presidente da Renewable Fuels Association.
O cenário para o milho segue volátil, equilibrando as pressões externas e os desdobramentos do mercado doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
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