Milho e Sorgo

Preço do milho cai no Brasil com compradores retraídos e expectativa pela safrinha

Mercado do milho registra pressão nas cotações diante da baixa demanda, avanço da oferta e expectativa de safra robusta no Brasil


Publicado em: 15/05/2026 às 18:00hs

Preço do milho cai no Brasil com compradores retraídos e expectativa pela safrinha

Os preços do milho voltaram a recuar no mercado brasileiro ao longo da semana, pressionados pelo fraco interesse dos consumidores nas aquisições e pela expectativa de entrada mais intensa da segunda safra no mercado. Compradores seguem cautelosos e aguardam maior disponibilidade do cereal para negociar em patamares mais baixos.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, produtores passaram a ofertar volumes maiores de milho em importantes regiões produtoras, como Paraná e São Paulo, contribuindo para a queda das cotações no mercado físico.

O movimento ocorre em um momento de expectativa positiva para a safrinha brasileira, que pode se aproximar de 100 milhões de toneladas, reforçando a percepção de oferta elevada nos próximos meses.

Clima segue no radar do mercado do milho

As condições climáticas continuam sendo monitoradas pelos agentes do setor, especialmente em estados como São Paulo e Minas Gerais, onde a irregularidade das chuvas ainda gera preocupação em algumas áreas produtoras.

Por outro lado, os temores relacionados a geadas perderam força nos últimos dias, diante da ausência de impactos significativos sobre as lavouras da segunda safra.

Com isso, o mercado mantém perspectiva de uma produção robusta de milho no Brasil, cenário que amplia a pressão sobre os preços domésticos.

Bolsa de Chicago opera com volatilidade

No mercado internacional, os contratos futuros de milho negociados na Chicago Board of Trade (CBOT) registraram forte volatilidade durante a semana.

Até a metade do período, os preços avançaram diante das expectativas de redução da safra e dos estoques norte-americanos para a temporada 2026/27.

Entretanto, as cotações passaram a recuar posteriormente com a ausência de avanços nas negociações comerciais envolvendo possíveis compras de milho dos Estados Unidos pela China, além de sinais de enfraquecimento da demanda global.

Cotações do milho acumulam quedas em várias regiões

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,57 no dia 14 de maio, registrando queda de 1,37% em relação aos R$ 62,42 observados no encerramento da semana anterior.

No Paraná, a cotação em Cascavel recuou 1,61%, passando de R$ 62,00 para R$ 61,00 por saca.

Em Campinas, no mercado CIF, o milho caiu 2,86%, encerrando a semana em R$ 68,00 por saca.

Na região da Mogiana paulista, os preços registraram baixa de 3,08%, passando de R$ 65,00 para R$ 63,00.

Já em Rondonópolis, importante polo produtor do Centro-Oeste, a saca caiu 3,85%, fechando em R$ 50,00.

Em Erechim, os preços permaneceram estáveis em R$ 68,00 por saca.

O destaque positivo ficou para Uberlândia, onde a cotação avançou 3,45%, passando de R$ 58,00 para R$ 60,00 por saca.

Em Rio Verde, a saca foi negociada a R$ 57,00, com retração de 1,72% na comparação semanal.

Exportações de milho disparam em maio

Apesar da pressão sobre os preços internos, as exportações brasileiras de milho apresentaram forte avanço no início de maio.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 100,395 mil toneladas de milho nos cinco primeiros dias úteis do mês, com receita total de US$ 27,282 milhões.

A média diária exportada ficou em 20,079 mil toneladas, enquanto o valor médio diário alcançou US$ 5,456 milhões.

Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostra crescimento expressivo de 983,2% no volume médio diário embarcado e avanço de 530,2% na receita média diária das exportações.

Por outro lado, o preço médio da tonelada exportada apresentou desvalorização de 41,8%, sendo negociado a US$ 271,80.

Safrinha deve seguir pressionando mercado interno

Com a aproximação da colheita da segunda safra e expectativa de grande volume disponível, analistas apontam que o mercado brasileiro de milho tende a permanecer pressionado no curto prazo.

O ritmo das exportações, as condições climáticas e o comportamento da demanda interna serão fatores decisivos para definir o comportamento dos preços ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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