Milho e Sorgo

Perspectiva de baixa atividade comercial no mercado brasileiro de milho

No cenário doméstico, os preços mantêm-se firmes, impulsionados pela escassez na oferta por parte dos produtores e aumento na demanda dos consumidores


Publicado em: 30/11/2023 às 11:10hs

Perspectiva de baixa atividade comercial no mercado brasileiro de milho

Esta quinta-feira se desenha com uma reduzida movimentação no mercado brasileiro de milho. Internacionalmente, a Bolsa de Mercadorias de Chicago vive uma dinâmica de preços variada, enquanto o dólar mostra notável avanço em relação ao real. No cenário doméstico, os preços mantêm-se firmes, impulsionados pela escassez na oferta por parte dos produtores e aumento na demanda dos consumidores.

Ao longo desta quarta-feira, o mercado brasileiro de milho permaneceu com preços robustos. Algumas regiões registraram altas mais expressivas, com uma demanda consistente em todo o país, sustentando as cotações, mesmo diante da oferta limitada.

No Porto de Santos, a saca foi negociada na faixa de R$ 67,00 a R$ 70,00 (CIF), enquanto no Porto de Paranaguá, a cotação variou entre R$ 63,00 e R$ 67,00 por saca.

No Paraná, em Cascavel, a cotação situou-se entre R$ 56,00 e R$ 60,00 por saca. Em São Paulo, na Mogiana, os preços oscilaram entre R$ 60,00 e R$ 65,00. Em Campinas CIF, a saca foi cotada entre R$ 65,50 e R$ 66,50.

No Rio Grande do Sul, em Erechim, os preços variaram entre R$ 65,00 e R$ 68,00 por saca. Em Minas Gerais, em Uberlândia, a cotação situou-se entre R$ 65,00 e R$ 66,00 por saca. Em Goiás, em Rio Verde – CIF, os preços estiveram na faixa de R$ 54,00 a R$ 55,00 por saca. No Mato Grosso, em Rondonópolis, os preços variaram entre R$ 42,50 e R$ 45,00 por saca.

Mercado Internacional - Chicago

Os contratos com vencimento em março de 2024 estão sendo negociados a US$ 4,76 3/4 por bushel, apresentando uma alta de 1,00 centavo de dólar por bushel ou 0,21% em relação ao fechamento anterior.

Numa sessão volátil, o mercado oscila entre territórios negativos e positivos. A acentuada valorização do dólar e a pressão sazonal de oferta, associada ao avanço da colheita nos Estados Unidos, mantêm as cotações em baixa. A demanda pouco expressiva pelo cereal norte-americano completa o cenário desfavorável. Por outro lado, o desempenho positivo do petróleo em Nova York limita um recuo mais acentuado dos preços.

Em 29 de novembro, os contratos com entrega em dezembro de 2023 apresentaram uma baixa de 1,75 centavo, ou 0,38%, cotados a US$ 4,49 3/4 por bushel. Já os contratos com entrega em março de 2024 operaram com uma alta de 2,25 centavos, ou 0,47%, cotados a US$ 4,75 3/4 por bushel.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra uma alta de 0,93%, atingindo R$ 4,9320. O Dollar Index apresenta uma valorização de 0,38%, alcançando 103,26 pontos.

Indicadores Financeiros Globais

As principais bolsas da Ásia encerraram com preços mais altos: Xangai, + 0,26% e Japão, + 0,50%. Enquanto na Europa, as principais bolsas operam com índices firmes: Paris, + 0,55%, Frankfurt, + 0,40%, e Londres, + 0,68%.

O petróleo opera em alta, com o barril de janeiro do WTI em NY cotado a US$ 78,37 (+0,65%).

Agenda Econômica
  • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
  • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15h.
  • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
  • Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

 

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --