Publicado em: 31/07/2025 às 18:40hs
O Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná elevou nesta quinta-feira (31) a estimativa da segunda safra de milho 2024/25 para um recorde de 17 milhões de toneladas. A colheita já atingiu cerca de dois terços da área plantada, e mesmo com a ocorrência de geadas em algumas regiões, os números superaram as projeções anteriores.
O volume estimado representa um crescimento de 500 mil toneladas em relação à previsão anterior e de 31% frente à safra de inverno do ano passado.
De acordo com o Deral, o destaque da temporada foi a produtividade. Mesmo com intempéries, como estiagem, geadas, ondas de calor e pragas (como percevejos e cigarrinhas), as boas condições climáticas na maior parte do estado permitiram uma média superior a 6 toneladas por hectare.
Além disso, a área plantada cresceu 9% em relação ao ciclo anterior, totalizando 2,77 milhões de hectares.
“Apesar dos impactos climáticos, as áreas em boas condições apresentaram produtividade acima do esperado, compensando as perdas em regiões mais afetadas”, afirmou Edmar Gervásio, analista do Deral.
A nova estimativa ultrapassa a previsão inicial de 16,8 milhões de toneladas e, segundo o Deral, já é possível afirmar que esta será a maior safra de milho da história do Paraná, tanto em volume quanto em área cultivada.
Mesmo com o alerta para possíveis quedas de produtividade nas lavouras do norte do estado, os resultados até o momento são considerados extremamente positivos.
O Paraná é o segundo maior produtor de milho do país, atrás apenas do Mato Grosso. A boa performance estadual contribui para o volume nacional estimado em 131,97 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Por outro lado, o trigo paranaense, também destaque nacional e segundo maior em produção no Brasil, foi afetado pelas geadas recentes, especialmente no norte do estado. A nova projeção de produção foi reduzida para 2,6 milhões de toneladas, uma queda de 70 mil toneladas em relação à estimativa anterior.
Segundo o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral, o frio intenso comprometeu o potencial produtivo das lavouras atingidas.
“Ainda é cedo para medir com precisão os danos. Teremos uma noção mais clara a partir da colheita, prevista para meados de agosto”, afirmou Godinho.
A safra de trigo 2025 já vinha enfrentando dificuldades desde o início. Produtores reduziram a área plantada em 27%, totalizando 832,8 mil hectares, após perdas expressivas em safras anteriores causadas por eventos climáticos.
Apesar da redução de área, se a projeção atual se confirmar, a produção ainda será 13% maior do que a de 2024, quando o clima prejudicou o desempenho de uma safra que chegou a ocupar mais de 1,13 milhão de hectares no Estado.
Mesmo assim, o número atual da safra ainda é 3% inferior à expectativa anterior, com a região norte sendo a mais afetada pelas geadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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