Publicado em: 27/02/2026 às 18:40hs
O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes ao longo de fevereiro, refletindo o ritmo mais lento de comercialização do cereal e a oferta restrita no mercado interno. Com o foco voltado para a colheita, transporte e venda da soja, o milho acabou ficando em segundo plano, o que ajudou a sustentar as cotações durante o mês.
De acordo com a Safras & Mercado, a movimentação de negócios foi limitada, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde os produtores mantiveram uma postura mais cautelosa na fixação de oferta.
O comportamento dos preços foi bastante regionalizado em fevereiro. No estado de São Paulo, as cotações subiram com força no interior, refletindo uma oferta mais enxuta e o aumento da procura por parte dos consumidores, que buscaram recompor estoques reduzidos.
Nos portos, no entanto, o cenário foi diferente. Com a queda de 2% do dólar comercial até o dia 26 e a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentando estabilidade, os preços se mantiveram praticamente inalterados.
No Sul do país, os consumidores demonstraram maior tranquilidade nas compras, indicando bom nível de abastecimento. Ainda assim, produtores seguem firmes na tentativa de manter os preços sustentados.
No Centro-Oeste, o atraso na colheita da soja tem impactado o plantio da segunda safra de milho (safrinha), o que traz preocupações climáticas para as próximas semanas. A consultoria destaca que a excessiva umidade do solo em algumas regiões tem atrasado o cronograma de plantio e pode afetar o potencial produtivo.
Os agentes do mercado acompanham com atenção a evolução das chuvas e o andamento das operações de campo, fatores decisivos para o desenvolvimento da nova safra. A expectativa é de que o avanço da colheita da soja, ainda atrasada, libere áreas e maquinários para o plantio do milho safrinha.
No balanço até o dia 26 de fevereiro, os preços do milho mostraram variação positiva na maioria das praças:
A Safras & Mercado projeta que os preços do milho devem seguir firmes no curto prazo, sustentados pela oferta limitada e pela demanda interna constante. No entanto, o avanço da colheita da soja e o início efetivo do plantio da safrinha poderão trazer maior liquidez ao mercado nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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