Negócios não se concretizam e milho cai na B3
Na Bolsa de Chicago o milho cai pelo terceiro dia consecutivo por exportações decepcionantes, Ucrânia e Brasil
Publicado em: 27/05/2022 às 10:40hs
O milho registrou nova queda na B3 por não concretização ainda de novos negócios no exterior, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A alta da segunda-feira ocorreu pela informação sobre a possibilidade de novas demandas da China sobre o milho brasileiro. Contudo, a não colocação de pedidos efetivos ainda, frustrou o mercado, que passou a respirar melhor com a possibilidade de usufruir por mais tempo do volume substancial da Safrinha de 2022 e dos negócios de milho do Centro-Oeste que podem suprir necessidades dos compradores do RS e SC”, comenta.
“Com isto, as cotações fecharam em queda no dia e na semana: o vencimento julho/22 fechou a R$ 90,56, queda de R$ 0,75 no dia e de R$ 2,50 na semana nos últimos 5 pregões (semana); setembro/22 fechou a R$ 93,41 queda de R$ 0,91 no dia e de R$ 2,18 na semana e novembro/22 fechou a R$ 95,44 com queda de R$ 1,04 no dia e de R$ 2,09 na semana”, completa a consultoria.
Na Bolsa de Chicago o milho cai pelo terceiro dia consecutivo por exportações decepcionantes, Ucrânia e Brasil. “A cotação do milho para julho22, que passou a ser mês presente é período importante para a exportação brasileira, fechou em nova queda de 1,13% ou 8,75 cents/bushel a $ 763,50”, indica.
“Volumes decepcionantes relatados pelos dados semanais de exportação. As possibilidades de que a Ucrânia possa enviar embarques de milho, transmitiram alguma calma ao mercado de grãos. A China aprovou a importação de milho do Brasil, concorrendo fortemente com o milho americano. O USDA informou que 151.646 toneladas de milho de safra velha foram vendidas para exportação durante a semana encerrada em 19/05. Os analistas esperavam pelo menos 150k T no relatório”, conclui.
Milho exportação recua junto com Chicago
“O mercado ainda não reagiu à possibilidade de compra de milho brasileiro pela China"
Com quedas em Chicago, preços do milho para exportação também recuaram, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços FOB nos portos de Santos e Tubarão, em dólares/tonelada para o milho brasileiro recuaram US$ 5/t deste a última cotação, na última segunda-feira. O mês de julho recuou US$ 5/t para US$ 301/tonelada; já o prêmio do mês de agosto se elevou de +78 para +125 e fez a cotação subir US$ 11/t para US$ 336/t, o mesmo acontecendo com o prêmio e o preço para setembro, que subiu US$ 11/t para US$ 336”, comenta.
“O mercado ainda não reagiu à possibilidade de compra de milho brasileiro pela China. A falta de ordens específicas, que concretizassem a medida levou o mercado a relaxar, diante da permanência da disponibilidade interna prevista para a Safrinha, fazendo os preços retomarem a direção da queda para julho, mas, como esta possibilidade existe mais para frente, os preços para agosto e setembro subiram”, completa a consultoria.
Em relação ao milho paraguaio, com leve queda nos valores internos e Brasil estável não geram ofertas. “O cereal teve um início do dia sem grandes expectativas, com fortes quedas na tela e com compradores mantendo seus números. Mas ao meio- dia, os preços começaram a se recuperar, com os compradores refletindo sobre as melhorias nos preços. O mercado FAS Assunção conseguiu movimentar um volume razoável, considerando o quão lento estava chegando”, indica.
“O Brasil também conseguiu participar, mas de forma mais tímida, pois mesmo apresentando valores atrativos, preocupações logísticas limitam os interesses dos vendedores”, conclui.
Fonte: Agrolink
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