Milho e Sorgo

Milho tem realização de lucros na B3 e em Chicago

Em Chicago o milho fechou em forte queda de 3,06% por melhoria climática nos EUA e no Brasil


Publicado em: 22/06/2022 às 10:40hs

Milho tem realização de lucros na B3 e em Chicago

Forte realização de lucros para o Milho foi visto em Chicago e em São Paulo, pelo aumento da produção, declarou a TF Agroeconômica. “Dois relatórios importantes contribuíram para as quedas do milho em Chicago e de São Paulo, nesta terça-feira. Em Chicago foram os relatórios de clima, como mostramos abaixo e em São Paulo a divulgação de que a Safrinha brasileira poderá ser ainda maior do que já estava sendo esperada”, comenta.

“As quedas do dólar (-0,62%) e da CBOT (-3,06%) tiraram da exportação i ímpeto que vinha tendo na disputa com o mercado interno. Com isto, as indústrias consumidoras se posicionaram no mercado, com preços levemente menores. Com a queda no físico, as cotações futuras fecharam em queda, no dia, mas ainda em alta na semana: o vencimento julho/22 fechou a R$ 89,03, queda de R$ 2,80 no dia e alta de R$ 0,10 na semana nos últimos 5 pregões (semana)”, completa a consultoria.

Em Chicago o milho fechou em forte queda de 3,06% por melhoria climática nos EUA e no Brasil. “A cotação do milho para julho22 é período de referência para a exportação brasileira, fechou em forte queda de 3,06% ou 24,0 cents/bushel a $ 760,50. A cotação para março 2023, início da safra de verão, fechou em queda maior de 3,94% ou $ 29,0 cents ou a $ 706,25”, indica.

“As previsões meteorológicas transmitem calma nos EUA com temperaturas mais baixas para as próximas semanas, beneficiando a etapa de polinização. No Brasil, as perspectivas de produção melhoraram. Um consultor privado elevou sua estimativa para a segunda safra para 89,3 milhões de toneladas (vs. 87,6 milhões de toneladas anteriormente)”, conclui.

Preços avançam para o milho exportação

“O mercado brasileiro mantém indícios firmes, mesmo com o dólar em alta frente ao real"

Com a nova alta do milho na Bolsa de Chicago, os preços brasileiros para a exportação do cereal acabaram avançando também, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os embarques para julho fecharam a US$ 340/t; agosto fechou a US$ 330; setembro fechou a US$ 330 e outubro não foi cotado, nos portos de Santos-SP ou Tubarão-ES. Os preços dos embarques em Barcarena/Itaqui mantiveram-se em US$ 327/t para agosto e setembro”, comenta.

Em relação ao milho paraguaio, os preços estão estáveis, mas com receio da logística. “O mercado de FAS teve pouca ou nenhuma atividade. Números distantes da base que se estabeleceu na semana anterior, dificultando a realização de negócios. As ideias estavam localizadas em níveis de -48cU, quando na semana anterior as ideias estavam localizadas entre -38cU e –42Cu", completa.

“O mercado brasileiro mantém indícios firmes, mesmo com o dólar em alta frente ao real, títulos que em tese teriam melhor liquidação do que outros destinos internos. Alguns interesses de vendas são apresentados, mas acima das ideias dos compradores, onde os vendedores antecipam problemas logísticos durante a colheita”, indica.

Nos Estados Unidos, a condição das lavouras piorou 2 p.p., mas está melhor do que no ano passado. “A condição das lavouras americanas de milho piorou 2 p.p. nesta semana, para 70% na soma das condições boas+excelentes, em relação à semana passada, quando eram 72%, mas estão melhores do que na mesma semana do ano passado, quando eram 65%”, conclui a consultoria agroeconômica, depois do feriado nos Estados Unidos que afetou o mercado.

Fonte: Agrolink

◄ Leia outras notícias
/* */ --