Publicado em: 13/03/2026 às 11:00hs
Nesta sexta-feira (13), os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) abriram em queda, registrando realização de lucros antes do fim de semana.
De acordo com o site internacional Farm Futures, o recuo inicial do milho acompanhou a queda nos preços do petróleo bruto, após os EUA anunciarem a suspensão temporária das sanções ao petróleo russo já transportado, aumentando a oferta disponível.
Enquanto Chicago abriu em baixa, a B3 mostrou predominância de valorização nas posições futuras do milho, por volta das 10h (horário de Brasília).
A valorização parcial na B3 é influenciada principalmente pelo aumento do dólar, que eleva a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.
Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações de milho para março foram revisadas para 801,7 mil toneladas, um crescimento de cerca de 69% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O aumento na demanda externa, aliado ao câmbio favorável, tem sustentado os preços do milho brasileiro, mesmo diante de um mercado interno com liquidez limitada em algumas regiões.
O mercado físico do milho apresenta movimentações distintas por estado:
A Emater revisou para cima a estimativa de produção no Rio Grande do Sul, projetando 5,96 milhões de toneladas para a safra 2025/26, com 803 mil hectares e produtividade média de 7.424 kg/ha. A colheita já atinge cerca de 65% da área cultivada.
Apesar da queda inicial, os contratos de milho fecharam a sessão em valorização:
O movimento de alta foi sustentado pelos sinais de demanda nos EUA, principalmente para etanol, e pela valorização contínua do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio.
As vendas líquidas de milho para a temporada 2025/26 somaram 1.530.800 toneladas, lideradas pelo Japão com 670 mil toneladas, segundo dados do USDA. Para a temporada 2026/27, foram mais 500 toneladas negociadas.
O cenário do milho mostra uma dinâmica complexa, com oscilações entre os mercados internacionais e interno, influenciadas por câmbio, exportações, demanda externa e preços do petróleo.
No Brasil, apesar das oscilações nos contratos futuros, a produção segue firme, com colheita avançada em estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, mas com liquidez limitada em algumas regiões, refletindo desafios logísticos e oferta restrita para compradores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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