Milho e Sorgo

Milho recua na B3 e mercado trava com dólar mais fraco e avanço da oferta na América do Sul

Segundo a TF Agroeconômica, queda nas cotações reflete pressão cambial, safras maiores na região e ritmo lento de negociações no mercado interno


Publicado em: 10/04/2026 às 11:40hs

Milho recua na B3 e mercado trava com dólar mais fraco e avanço da oferta na América do Sul
Foto: Coopavel

O mercado de milho registra queda nas cotações nesta sexta-feira (10), mantendo o cenário de cautela entre produtores e compradores. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento de baixa é influenciado por fatores cambiais, climáticos e pelo aumento da oferta na América do Sul, o que tem travado as negociações no Brasil.

Dólar mais fraco reduz competitividade das exportações

Um dos principais vetores de pressão é a desvalorização do dólar, que voltou a operar próximo de R$ 5,02, nos menores níveis desde 2024. Esse movimento reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, limitando o apetite exportador e pressionando os preços internos.

Contratos futuros recuam na B3

Na B3, os contratos futuros do milho seguem em queda, tanto no desempenho diário quanto no acumulado da semana. O vencimento maio/2026 é negociado na faixa de R$ 68,60, enquanto julho/2026 gira próximo de R$ 69,00 e setembro/2026 ao redor de R$ 70,00 por saca, todos registrando perdas.

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado acompanha também a pressão externa vinda da Bolsa de Chicago, além do avanço da colheita de verão no Brasil e do plantio da segunda safra em condições climáticas mais favoráveis em diversas regiões produtoras.

Safra na América do Sul amplia oferta global

Outro fator relevante é a expectativa de uma safra robusta na Argentina, que aumenta a concorrência no mercado regional. Esse cenário amplia a disponibilidade do cereal e contribui para limitar movimentos de alta nos preços brasileiros.

Mercado interno segue com baixa liquidez

No mercado físico, o ritmo de negociações permanece lento, com compradores adotando postura cautelosa e priorizando o consumo de estoques.

No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com pouca movimentação. A colheita já atinge cerca de 83% da área, favorecida por condições climáticas mais estáveis, embora ainda existam diferenças regionais de produtividade.

Diferença entre preços trava negócios no Sul

Em Santa Catarina, o desalinhamento entre os valores pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores mantém o mercado travado.

No Paraná, apesar das incertezas climáticas ainda sustentarem os preços, o ambiente não é suficiente para impulsionar os negócios, que seguem pontuais.

Bioenergia sustenta demanda em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o mercado passa por um momento de ajuste após quedas recentes. A demanda do setor de bioenergia segue como um dos principais suportes para os preços, ajudando a equilibrar parcialmente o cenário.

Cenário segue pressionado no curto prazo

De forma geral, o mercado de milho continua pressionado no curto prazo, diante da combinação de dólar mais fraco, aumento da oferta regional e ritmo lento de comercialização. Segundo a TF Agroeconômica, esse conjunto de fatores mantém os agentes cautelosos e limita a retomada das negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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