Milho e Sorgo

Milho recua em Chicago e mercado brasileiro mantém equilíbrio com suporte na oferta restrita

Preços do milho hoje: queda em Chicago, B3 mista e mercado físico travado no Brasil com influência de custos e demanda interna


Publicado em: 25/03/2026 às 11:50hs

Milho recua em Chicago e mercado brasileiro mantém equilíbrio com suporte na oferta restrita

O mercado de milho apresenta um cenário de ajustes técnicos no exterior e relativa estabilidade no Brasil, com fundamentos ainda sustentando os preços, apesar de oscilações pontuais nas bolsas e no físico. Dados recentes apontam que o movimento global segue influenciando diretamente o comportamento doméstico, enquanto fatores internos limitam quedas mais acentuadas.

Chicago recua com correção e influência do trigo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho registram queda nesta quarta-feira, acompanhando o movimento do trigo em um ajuste técnico após recentes valorizações. O mercado também monitora possíveis mudanças nas regras de biocombustíveis nos Estados Unidos, que podem impactar a demanda pelo cereal.

Segundo análise atualizada da TF Agroeconômica, o cenário externo segue pressionado por realizações de lucro e incertezas regulatórias, embora os fundamentos de médio prazo ainda indiquem suporte, especialmente pela demanda global consistente.

B3 tem comportamento misto com oscilações moderadas

No Brasil, a B3 mantém um comportamento equilibrado, com contratos futuros apresentando variações discretas entre os vencimentos mais negociados.

  • Maio/26: R$ 71,91 por saca, com leve queda no dia e na semana
  • Julho/26: R$ 71,10 por saca, com ganhos acumulados
  • Setembro/26: R$ 71,50 por saca, também em alta

De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado futuro reflete um ambiente de cautela, com operadores ajustando posições diante do cenário externo e das condições internas de oferta e logística.

Mercado físico segue firme, mas com baixa liquidez

No mercado físico brasileiro, os preços permanecem relativamente sustentados, impulsionados pela oferta restrita e pela necessidade de recomposição de estoques. No entanto, o volume de negócios continua limitado, com compradores e vendedores afastados por diferenças nas expectativas de preço.

A consultoria destaca que a firmeza do milho está diretamente ligada à menor disponibilidade imediata e à demanda ativa, especialmente de setores como ração e bioenergia.

Custos elevados pressionam relações de troca

Um dos principais pontos de atenção segue sendo a relação de troca com fertilizantes, que continua desfavorável ao produtor. Os custos elevados dos insumos comprometem a rentabilidade e podem impactar decisões para a próxima safra.

Esse fator é considerado estratégico pela TF Agroeconômica, pois pode influenciar diretamente a área plantada e o potencial produtivo nos próximos ciclos.

Situação por estado: comercialização lenta e preços regionais
  • Rio Grande do Sul
    • A comercialização segue lenta e regionalizada, com compradores priorizando estoques próprios.
      • Preços: entre R$ 56,00 e R$ 62,00
      • Média estadual: R$ 57,55 por saca
      • Colheita: 86%, com ritmo irregular devido ao deslocamento de máquinas
  • Santa Catarina
    • O mercado permanece travado, com forte desalinhamento entre pedidas e ofertas.
      • Vendedores: cerca de R$ 75,00
      • Compradores: próximos de R$ 65,00
      • Colheita: 66,3%, em linha com a média histórica
  • Paraná
    • Liquidez reduzida e negociações pontuais.
      • Preços ao produtor: entre R$ 58,94 e R$ 65,03
      • Colheita da primeira safra: 80%
      • Segunda safra: afetada por condições climáticas em algumas regiões
  • Mato Grosso do Sul
    • O mercado apresenta recuperação após quedas recentes.
      • Preços: entre R$ 55,00 e R$ 57,00
      • Destaque: forte demanda do setor de bioenergia
      • Plantio da safrinha: 84%, com interferências climáticas
Perspectiva: mercado segue sustentado, mas atento ao cenário externo

Apesar das quedas recentes em Chicago, o mercado brasileiro de milho segue sustentado por fundamentos internos, como oferta restrita e demanda consistente. No entanto, a volatilidade externa, os custos elevados e as incertezas regulatórias nos Estados Unidos continuam no radar dos agentes.

A tendência de curto prazo é de manutenção de um mercado equilibrado, com oscilações moderadas e negociações ainda travadas em diversas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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