Milho e Sorgo

Milho recua em Chicago com início do plantio nos EUA e mercado brasileiro opera com baixa liquidez

Preço do milho hoje: Chicago recua com avanço do plantio nos EUA, enquanto B3 oscila e mercado físico segue travado no Brasil


Publicado em: 07/04/2026 às 11:40hs

Milho recua em Chicago com início do plantio nos EUA e mercado brasileiro opera com baixa liquidez

A terça-feira (7) começou com pressão negativa para os preços internacionais do milho, enquanto o mercado brasileiro apresentou comportamento misto, refletindo um cenário de incertezas externas, avanço da colheita e ritmo lento nas negociações internas.

Chicago recua com início do plantio nos Estados Unidos

Os contratos futuros do milho iniciaram o dia em queda na Chicago Board of Trade, com o mercado ajustando posições diante do início do plantio da nova safra norte-americana.

Os principais vencimentos operavam com leves perdas:

  • Maio/26: US$ 4,53 (-1 ponto)
  • Julho/26: US$ 4,64 (-1 ponto)
  • Setembro/26: US$ 4,68 (-0,75 ponto)
  • Dezembro/26: US$ 4,82 (-0,50 ponto)

Segundo análise do portal Farm Futures, mesmo com a escalada das tensões no Oriente Médio elevando os preços do petróleo, o milho vem se descolando desse movimento.

De acordo com o analista Bruce Blythe, o mercado começa a direcionar seu foco para fatores sazonais, como o clima e o avanço do plantio nos Estados Unidos. A avaliação é de que as apostas altistas de fundos especulativos podem perder força com o progresso das lavouras, a menos que haja uma intensificação significativa das tensões geopolíticas.

USDA aponta início do plantio da nova safra

O USDA divulgou sua primeira atualização da safra 2026, indicando que 3% da área de milho já foi semeada no país.

O dado reforça o início do ciclo produtivo norte-americano, fator que tende a influenciar diretamente a formação de preços no mercado internacional nas próximas semanas.

B3 abre com variações mistas e pouca oscilação

No Brasil, os contratos futuros negociados na B3 iniciaram o dia com comportamento misto e oscilações limitadas.

Por volta das 10h07 (horário de Brasília), as cotações variavam entre R$ 70,61 e R$ 75,90:

  • Maio/26: R$ 71,17 (+0,23%)
  • Julho/26: R$ 70,61 (-0,13%)
  • Setembro/26: R$ 72,24 (-0,36%)
  • Janeiro/27: R$ 75,90 (-0,26%)

O desempenho reflete um mercado cauteloso, ainda impactado por fatores externos e pela dinâmica interna de oferta e demanda.

Mercado físico segue travado no Brasil

No mercado interno, a comercialização continua lenta, com produtores retraídos diante da volatilidade do petróleo, do aumento nos custos de frete e das incertezas globais.

Segundo análise da TF Agroeconômica, esse cenário tem limitado os negócios e mantido pequenas variações nos preços. Em Campinas, o indicador voltou a se sustentar após recuos recentes, enquanto no campo as condições climáticas favorecem tanto a colheita da primeira safra quanto o plantio da segunda.

Situação nas principais regiões produtoras
  • Sul do Brasil
    • A colheita segue avançando, mas o mercado apresenta baixa liquidez:
      • Rio Grande do Sul: preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca
      • Santa Catarina: colheita próxima do fim, com negociações limitadas
      • Paraná: clima irregular e incertezas com a segunda safra sustentam os preços
  • Centro-Oeste
    • O Mato Grosso do Sul registra avanço expressivo da colheita, com preços entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca. Apesar de alguma reação, os negócios seguem pontuais, com demanda atuando de forma seletiva.
Influência do petróleo e cenário externo

No cenário internacional, a recente queda nas cotações do milho também está ligada às oscilações no mercado de petróleo, influenciadas por tensões geopolíticas.

Apesar disso, o mercado agrícola começa a reduzir sua correlação direta com a energia, priorizando fundamentos próprios, como clima, oferta e andamento do plantio nos Estados Unidos.

Perspectivas para o mercado de milho

O curto prazo deve seguir marcado por volatilidade, com atenção voltada para:

  • Evolução do plantio nos Estados Unidos
  • Condições climáticas no cinturão produtor
  • Movimentos do petróleo e cenário geopolítico
  • Ritmo de comercialização no Brasil

Com isso, o mercado tende a manter oscilações moderadas, enquanto busca maior definição sobre a safra norte-americana e o comportamento da demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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