Milho para silagem no RS: Emater projeta 369 mil hectares e plantio avança lentamente
Excesso de umidade no solo e semeadura escalonada limitam o ritmo dos trabalhos; produtividade estimada para a safra é de 38,4 toneladas por hectare
Publicado em: 29/10/2026 às 17:00hs
O Rio Grande do Sul deverá cultivar 369.389 hectares de milho destinado à silagem na safra em andamento, segundo projeção da Emater/RS-Ascar. A produtividade estimada é de 38.392 quilos por hectare, equivalente a cerca de 38,4 toneladas por hectare.
A implantação das lavouras avançou lentamente no período acompanhado pelo Informativo Conjuntural divulgado em 22 de outubro. A elevada umidade do solo restringiu as operações em parte das propriedades, enquanto o planejamento de semeadura escalonada também influenciou o ritmo do plantio.
Umidade dificulta operações nas lavouras
A maior parte das áreas de milho para silagem está em desenvolvimento vegetativo, e uma pequena parcela já iniciou a floração, de acordo com a Emater/RS-Ascar.
Nas propriedades em que o solo permite a entrada de máquinas, os produtores também realizam a adubação nitrogenada em cobertura. O andamento do manejo varia entre as regiões, conforme a umidade e o estágio de desenvolvimento das plantas.
Erechim conclui plantio previsto para silagem
Na região administrativa de Erechim, toda a área prevista de milho para silagem já foi semeada. As lavouras estão em crescimento vegetativo, e os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura.
Em Soledade, por outro lado, a semeadura avançou apenas pontualmente no período analisado. O solo permanece com elevados teores de umidade, dificultando a continuidade dos trabalhos.
Temperaturas amenas reduzem crescimento em Soledade
Além do solo úmido, as temperaturas amenas, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã, reduzem o ritmo de crescimento das plantas na região de Soledade.
A continuidade do plantio e das demais operações dependerá de condições que permitam a entrada de máquinas nas lavouras. Enquanto isso, a cultura segue majoritariamente em desenvolvimento vegetativo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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