Publicado em: 13/04/2026 às 11:30hs
O mercado de milho no Brasil mantém relativa estabilidade em abril, com o indicador do Cepea girando em torno de R$ 69,00 por saca de 60 kg, apesar de leves recuos recentes.
Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os preços vem principalmente da postura cautelosa dos compradores, que têm atuado de forma retraída nas negociações. Muitos agentes já possuem estoques e aguardam possíveis quedas mais acentuadas no curto prazo.
Do lado da oferta, produtores passaram a demonstrar maior interesse em negociar, chegando a reduzir valores em alguns momentos para viabilizar vendas.
A recente acomodação nas cotações é resultado de um conjunto de fatores:
Esse cenário contribui para um mercado mais ofertado no curto prazo e com menor competitividade externa.
Na B3, os contratos futuros de milho registraram quedas expressivas ao longo da última semana, refletindo tanto o cenário externo quanto o doméstico.
Entre os principais vencimentos:
As perdas acumuladas superaram 4,5% na semana, influenciadas pela queda das cotações em Chicago e pela valorização do real, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
As atenções do mercado já estão voltadas para a segunda safra (safrinha), que deve ganhar volume nas próximas semanas.
O retorno das chuvas em importantes regiões produtoras tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, reforçando a expectativa de boa oferta. Esse cenário contribui para a postura mais cautelosa dos compradores.
As exportações brasileiras de milho seguem em ritmo moderado no início do mês:
A combinação de dólar mais fraco e maior oferta global limita o avanço dos embarques.
O mercado físico de milho apresenta baixa liquidez em diferentes estados produtores, com negociações pontuais e ritmo lento.
O mercado brasileiro de milho vive um momento de transição, com preços ainda sustentados na casa dos R$ 69 por saca, mas sob pressão de fatores como câmbio, avanço da safra e demanda retraída.
A expectativa para as próximas semanas é de manutenção da volatilidade, com o comportamento da safrinha, o ritmo das exportações e o câmbio sendo determinantes para a direção dos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias