Publicado em: 06/03/2018 às 10:13hs
O mercado do milho na Bolsa de Chicago dá continuidade ao movimento de estabilidade observado no início desta semana e trabalha com ligeiras baixas na manhã desta terça-feira (6). As cotações do cereal perdiam entre 0,25 e 0,50 ponto, por volta de 8h45 (horário de Brasília), com o contrato maio/18 sendo cotado a US$ 3,87 por bushel.
Como explicam analistas internacionais, os traders mantém sua busca por um posicionamento antes do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será reportado no dia 8 de março, bem como permanecem de olho nas condições de clima da Argentina.
E dessa forma, o mercado, assim como acontece na soja, também realiza lucros depois das altas acumuladas das últimas semanas. "O mercado opera com leves perdas na CBOT depois de várias sessões de alta e aproximação dos U$ 4,00", diz o analista de mercado e economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter.
Para o milho, até este momento, os efeitos da seca foram ainda mais severos do que os sentidos pela soja e a quebra, para alguns analistas e consultorias, pode chegar aos 40%.
"No geral, o padrão árido continua sendo oferecido para a Argentina nos próximos 10 dias. Há chances de algumas precipitações leves sobre o Centro argentino, na próxima semana. No entanto, os próximos 5 dias são de intensificação do estresse hídrico, com temperaturas voltando a aquecer e piorando o cenário no país", diz o boletim diário da AgResource Mercosul (ARC).
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira, por Giovanni Lorenzon:
Sem novidades, Chicago começa a esperar o próximo USDA com o milho em pequeno positivo
Os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) saíram timidamentes positivos na sessão desta segunda-feira (5), com nenhuma variável a fazer mais força. O próximo USDA de oferta e demanda teve um ligeiro destaque.
As variações ficaram entre 1 e 2,25 pontos, como o março a US$ 3,78, o maio a 3,87, o julho a US$ 3,94 e o setembro a US$ 4,00.
O posicionamento diante do relatório doDepartamento de Agricultura dos EUA, a sair dia 8 (quinta-feira), refletem, segundo alguns analistas, a demanda do cereal americano, considerado ainda barato. E o dólar hoje mais baixo na praça americana também foi observado pelos traders.
Há que se considerar alguma probabilidade de a guerra comercial desencadeada pelo presidente Donald Trump, taxando o aço importado, vir a ser retaliadas pela China, por exemplo. E isso talvez começa a entrar no radar dos formadores de preços em Chicago.
Por fim, também ainda leva-se em conta o peso da quebra de safra do milho argentino, castigado pela seca.
BM&F Bovespa
Depois de mais de 8% de alta na semana passada, o milho na bolsa de São Paulo foi objeto de alguma realziação de lucros, como todos os contratos caindo ao fechamento, embora com menos força do que os recuos vistos ao longo do pregão.
Março perdeu 0,52% e 0 maio 0,60%, respectivamente R$ 40,25 e R$ 38,07.
Físico
No mercado de balcão das principais praças produtoras, apenas o Sul tevbe alguma movimentação, para cima da tabela. O destaque foi para Ponta Grossa, com a saca do cereal a mais 10%, ofertada a R$ 33,00, e para Castro, onde subiu 12,5%, a R$ 36,00. Casos típicos de região com recuo expressivo na safra verão.
Também no Paraná, Cascavel vai para a terça-feira a R% 26,50, com alta de 1,92%.
Rio Grande do Sul também teve cidades com reforço nos preços, como Não me Toque e Panambi.
Fonte: Notícias Agrícolas
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