Milho e Sorgo

Milho: Mercado espera números do USDA e testa leves altas na manhã desta 3ª feira em Chicago

As principais posições do cereal exibiam ganhos de 1,25 pontos, perto das 7h49 (horário de Brasília)


Publicado em: 27/03/2018 às 11:10hs

Milho: Mercado espera números do USDA e testa leves altas na manhã desta 3ª feira em Chicago

As cotações futuras do milho operam com ligeiras altas na manhã desta terça-feira (27) na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal exibiam ganhos de 1,25 pontos, perto das 7h49 (horário de Brasília). O contrato maio/18 era cotado a US$ 3,75 por bushel, enquanto o julho/18 operava a US$ 3,83 por bushel.

O mercado testa uma ligeira reação depois das perdas registradas no pregão anterior. Ainda nesta segunda-feira, os preços recuaram diante dos embarques semanais, reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), abaixo do esperado pelos participantes do mercado.

Ainda assim, as chuvas esperadas para aliviar a seca na Argentina não se confirmaram no final de semana. "Terminando com a esperança de que os rendimentos possam se recuperar de quatro meses de sol implacável com mais calor e secura esperada ao longo dos próximos dias", reportou a Reuters internacional.

Por outro lado, os investidores ainda aguardam as novas informações do USDA, que serão divulgadas na próxima quinta-feira. O departamento traz os números dos estoques trimestrais e a projeção de área cultivada com soja e milho no país na nova temporada.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Com embarques semanais abaixo do esperado, mercado fecha 2ª em queda em Chicago

O pregão desta segunda-feira (26) foi negativo aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Após iniciarem o dia em campo positivo, as principais posições do cereal reverteram os ganhos e encerraram a sessão com quedas de mais de 3 pontos. O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,74 por bushel, enquanto o julho/18 trabalhava a US$ 3,82 por bushel. O setembro/18 finalizou o dia a US$ 3,89 por bushel.

Além da influência da desvalorização registrada nos futuros do trigo, o Agriculture.com reportou que o milho recuou depois dos números dos embarques semanais. Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou os embarques em 1.153,963 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 22 de março.

As expectativas dos participantes giravam em torno de 1,24 a 1,5 milhão de toneladas. No caso do cereal, o acumulado da temporada de 22.916,794 milhões de toneladas ainda está bem abaixo do registrado no ano passado, quando os EUA já contavam com mais de 31 milhões de toneladas embarcadas.

Em contrapartida, as chuvas previstas para a Argentina, que deveriam trazer alívio para as áreas de soja e milho no final de semana não se concretizaram, segundo informou a Reuters internacional. "Praticamente matando as esperanças de que os rendimentos possam se recuperar de quatro meses de secura implacável. Mais calor e tempo seco são esperados", destacou a agência.

"A chuva do fim de semana foi bastante decepcionante na Argentina", disse Jim Gerlach, presidente da A / C Trading, uma corretora de grãos em Indiana. A Argentina é o terceiro exportador mundial de milho.

Paralelamente, os participantes do mercado ainda aguardam as informações sobre os estoques e estimativas para a nova safra americana, que serão divulgadas na próxima quinta-feira. A perspectiva é de uma redução na área cultivada com o cereal nesta temporada. Os dados são do USDA.

Mercado brasileiro

O início da semana foi de estabilidade aos preços do milho praticados no mercado doméstico. Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, a saca subiu 4,55% em Campo Novo do Parecis (MT) e encerrou o dia a R$ 23,00.

Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), a saca subiu 3,70% e encerrou a segunda-feira a R$ 28,00. Por outro lado, em Campinas (SP) a saca caiu 1,15% e fechou o dia a R$ 43,10 a saca. No Porto de Paranaguá, o dia foi de estabilidade, com a saca futura a R$ 33,00.

Segundo dados do Cepea, reportados nesta segunda-feira, "o movimento altista perdeu a força nos últimos dias. Em algumas regiões de São Paulo, do Paraná e de Mato Grosso do Sul, inclusive, os valores caíram".

Ainda no boletim, a entidade, destacou que o enfraquecimento nos preços é decorrente à pressão compradora e à menor liquidez na maior das praças. Por outro lado, os compradores estão com estoques confortáveis no curto prazo, e mostram pouco interesse em adquirir o produto.

Fonte: Notícias Agrícolas

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