Milho e Sorgo

Milho: Mercado aguarda dados do USDA e dá continuidade ao movimento negativo nesta 4ª na CBOT

As principais posições da commodity testavam quedas entre 0,75 e 1,25 pontos, por volta das 8h44 (horário de Brasília)


Publicado em: 28/03/2018 às 10:10hs

Milho: Mercado aguarda dados do USDA e dá continuidade ao movimento negativo nesta 4ª na CBOT

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho operam em compasso de espera no pregão desta quarta-feira (28). As principais posições da commodity testavam quedas entre 0,75 e 1,25 pontos, por volta das 8h44 (horário de Brasília). O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,73 por bushel, enquanto o julho/18 operava a US$ 3,81 por bushel.

Os participantes do mercado ainda aguardam as informações sobre os estoques trimestrais nos Estados Unidos e da intenção de plantio da nova safra no país. Os dados serão reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (29).

No caso dos estoques, a perspectiva é que o volume seja recorde, conforme as apostas dos investidores. Para o plantio, a projeção é que os produtores americanos plantem uma área menor de milho nesta temporada. Os números estão próximos de 36,18 milhões de hectares.

Confira como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: À espera dos números do USDA, mercado fecha pregão desta 3ª feira próximo da estabilidade na CBOT

A terça-feira (27) foi de estabilidade aos preços do milho praticados na Bolsa de Chicago (CBOT). Após testar os dois lados da tabela, as principais posições da commodity permaneceram estáveis. Apenas o vencimento dezembro/18 subiu 0,25 pontos e terminou o dia a US$ 3,97 por bushel. O maio/18 era cotado a US$ 3,74 por bushel.

"Os futuros do milho e da soja ficaram mais baixos, com os traders relutantes em assumir novas posições antes dos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)", reportou a Reuters internacional.

Na próxima quinta-feira (29), o departamento divulga o relatório de estoques trimestrais e as intenções de plantio nos Estados Unidos da nova temporada. "Os analistas esperam que o órgão apresente um recorde dos estoques, na posição 1º de março, refletindo vários anos de colheitas favoráveis", destacou a Reuters.

Já a área cultivada com o cereal nos EUA deverá ficar abaixo do registrado no ciclo passado, conforme as apostas dos investidores. A perspectiva é que os americanos plantem 36,18 milhões de hectares nesta safra. Em 2017, o número ficou em 36,5 milhões de hectares.

Em contrapartida, o clima na Argentina continua no radar dos participantes do mercado. As chuvas esperadas para aliviar a seca no país vizinho não se confirmaram no final de semana. "Terminando com a esperança de que os rendimentos possam se recuperar de quatro meses de sol implacável com mais calor e secura esperada ao longo dos próximos dias", reportou a Reuters internacional.

Mercado interno

No mercado brasileiro, o dia também foi de estabilidade nas principais praças pesquisadas pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Em Palma Sola (SC), o valor da saca caiu 5,71% e o preço ficou em R$ 33,00. Em Campo Grande (MS), a perda ficou 2,94%, com a saca R$ 33,00.

Por outro lado, no oeste da Bahia, a saca subiu 3,70% e fechou o dia a R$ 28,00. Em Tangará da Serra (MT), a alta foi de 2,08%, com a saca a R$ 24,50. Na região de Campinas (SP), o ganho ficou em 1,16%, com a saca a R$ 43,60. No Porto de Paranaguá, a saca terminou o dia estável em R$ 33,00.

Os analistas ainda destacam que no mercado interno os preços enfraqueceram devido à pressão compradora e à menor liquidez na maior parte das praças. Nesse momento, os compradores estão com estoques confortáveis no curto prazo e mostram pouco interesse em comprar o grão.

Dólar

A moeda norte-americana fechou o dia com valorização de 0,84%, cotada a R$ 3,3314 na venda, maior patamar desde 22 de dezembro do ano passado, quando o câmbio chegou a R$ 3,3345.

O dólar acompanhou a "recuperação da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior após sinais de negociação entre China e Estados Unidos enfraquecerem os temores de guerra comercial", informou a Reuters.

Fonte: Notícias Agrícolas

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