Milho e Sorgo

Milho encerra semana estável no Brasil com pressão em Chicago e atenção redobrada à safrinha 2026

Mercado brasileiro mantém ritmo moderado de negociações, enquanto clima, câmbio e queda em Chicago influenciam preços e aumentam incertezas sobre a segunda safra


Publicado em: 08/05/2026 às 11:16hs

Milho encerra semana estável no Brasil com pressão em Chicago e atenção redobrada à safrinha 2026
Panorama do mercado de milho no Brasil

O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana sem mudanças relevantes no ritmo de negócios. Em geral, produtores seguem avançando na fixação de ofertas, especialmente em regiões com necessidade de caixa e armazéns cheios, como São Paulo e Paraná. Ao mesmo tempo, em estados como Goiás e Minas Gerais, o comportamento é mais cauteloso devido às incertezas climáticas e à irregularidade das chuvas.

Do lado da demanda, consumidores atuam com tranquilidade, indicando bom nível de abastecimento em diversas regiões. Esse cenário contribui para um ambiente de estabilidade nas negociações internas.

Preços do milho no Brasil seguem regionalizados

As cotações no mercado físico permanecem relativamente estáveis, com variações regionais:

  • Porto de Santos (CIF): R$ 64,50 a R$ 68,50/saca
  • Porto de Paranaguá: R$ 63,50 a R$ 68,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 60,00 a R$ 62,00/saca
  • Mogiana (SP): R$ 62,00 a R$ 64,00/saca
  • Campinas (CIF): R$ 67,00 a R$ 69,00/saca
  • Erechim (RS): R$ 66,50 a R$ 68,00/saca
  • Uberlândia (MG): R$ 55,00 a R$ 58,00/saca
  • Rio Verde (GO): R$ 56,00 a R$ 58,00/saca (CIF)
  • Rondonópolis (MT): R$ 48,00 a R$ 52,00/saca
Chicago e câmbio pressionam mercado internacional

Na Bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em julho operam em queda, cotados a US$ 4,66¼ por bushel, recuo de 0,26%. O mercado acumula perdas próximas de 3% na semana, podendo registrar a primeira queda semanal em cerca de um mês.

A pressão vem, principalmente, da liquidação de posições compradas por agentes financeiros e do movimento conjunto de commodities agrícolas.

O câmbio também influencia o cenário. O dólar comercial recua 0,56%, cotado a R$ 4,8942, enquanto o Dollar Index cai 0,10%, a 97,97 pontos, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras.

Clima e safrinha seguem como fator de risco no Brasil

O mercado segue atento às condições climáticas da safrinha, que ainda é o principal vetor de incerteza para o milho no país. Modelos meteorológicos indicam chuvas mais regulares para o Sul entre os dias 8 e 10 de maio, enquanto o Sudeste e Centro-Oeste devem enfrentar volumes mais limitados até o dia 14.

A irregularidade das chuvas e as altas temperaturas em estados como Minas Gerais, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul já impactam o desenvolvimento das lavouras e aumentam a pressão sobre o potencial produtivo da segunda safra.

Além disso, cresce a preocupação com a incidência de pragas e com o aumento dos custos logísticos e de produção.

Perspectivas para o milho e leitura do mercado

Apesar da estabilidade atual nos preços internos, o mercado mantém viés de atenção para o segundo semestre. A combinação de clima adverso e revisões para baixo na estimativa da safrinha já levou consultorias privadas a reduzir projeções de produção em até 1,5 milhão de toneladas.

A análise de mercado aponta que o movimento de baixa recente também foi influenciado por vendas pontuais de produtores no fim do mês para cumprimento de compromissos financeiros, além de um real mais forte, que prejudica a paridade de exportação.

No médio e longo prazo, parte do mercado já trabalha com cenários de recuperação de preços caso as perdas climáticas se confirmem na safrinha, o que pode trazer maior volatilidade ao segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

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