Publicado em: 12/03/2018 às 10:50hs
As cotações futuras do milho iniciaram a semana em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity testavam quedas entre 1,25 e 1,75 pontos, por volta das 8h49 (horário de Brasília). O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,81 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,88 por bushel.
O mercado dá continuidade ao movimento de realização de lucros iniciado no final da última semana. Ainda assim, o Agrimoney.com destaca que as atenções dos investidores permanecem voltadas ao clima seco na Argentina.
"As chuvas do final de semana foram muito irregulares e as precipitações ainda deverão ser limitadas nos próximos 10 dias", informou o Commodity Weather Group ao site internacional. O sentimento do mercado é que as chuvas chegariam muito tarde para algumas lavouras no país vizinho.
Por outro lado, as agências internacionais ainda destacam que os ajustes nos estoques americanos, na safra da Argentina ainda dão suporte aos preços. "Esse cenário ainda dá um tom de apoio aos preços da commodity", reportou Water Street Solutions ao Agrimoney.com.
Ainda nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu boletim semanal de embarques semanais. O número é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações em Chicago.
Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:
Milho: semana fecha em alta em Chicago, apesar do recuo da 6ª (9), e o físico também subiu bem
A Bolsa de Chicago finalizou a semana derrubando os ganhos da véspera com o milho, numa realização de lucros que foi observada ao longo de toda esta sexta-feira (9). A sessão encerrou com os negativos mais cheios em todas as telas do que a passagem do começo da tarde.
As variações ficaram no intervalo de 2,5 a 3 pontos abaixo da linha neutra: março US$ 3,83, maio US$ 3,90, julho US$ 3,98 e setembro US$ 4,02.
As exportações americanas, igualmente reportaas pelo Wasde/USDA, em compensação se elevaram, com mais 4,45 milhões de toneladas, somando na campanha 56,5 milhões/t.Depois de revisados para baixo os estoques amaericanos e sul-americanos, com a queda da Argentina e do Produção em produção, as altas de quinta-feira na CME puxaram a liquidação de parte das posições.
Os dados são menores para o mesmo período de 2017, porém os analistas viram espaço para que os embarques americanos cresçam e compensem a menor quantidade do cereal argentino e brasileiro.
A alta destas quinta influenciaram para que a semana de 2 a 9/3 fechasse positiva para a commodity na bolsa de mercadorias de Chicago, conforme o gráfico elaborado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.
BM&F Bovespa
Os contratos futuros em São Paulo seguiram a sexta igual a quinta e com as cotações finalizadas em alinhamento praticamente.
Influenciadas pela menor produção do cereal de verão e da safra de inverna, em combinação com o atraso na colheita da soja, a BM& Bovespa pegou carona no dólar menor hoje, o que torna o milho brasileiro mais competitivo e pode incentivar alguma demanda.
Assim, todos os vencimentos de 2018 saíram variando para cima, com o março e maio praticamente iguais, 0,62 e 0,63%, R$ 40,90 e R$ 38,14.
As fortes movimentações no mercado interno no mercado de balcão acentuou o viés de alta da bolsa.
Físico
Altas intensas marcaram praticamente todas as regiões produtoras de milho do Brasil.
No Paraná, entre o Oeste, Sul/Sudoeste e centro, as variações da saca ficaram entre 3,42% e 5,93%. Em Cascavel, fechou em R$ 28,00 e em Castro R$ 40,00.
O mesmo movimento inflenciado pela menor produção e disponibilidade do milho, e a demanda meio ativa, o Mato Grosso
apresentou elevações de mais de 7% em Sorriso (R$ 15,00) a de 2,17 e 2,33% nas demais cidades.
Goiás, Mato Grosso do Sul e Oeste da Bahia, como algumas cidades do Rio Grande do Sul, também experimentaram boas altas.
A semana no milho balcão, portanto, fechou com as cotações satisfatoriamente mais elevadas. Acompanhe o gráfico a seguir.
Fonte: Notícias Agrícolas
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