Milho e Sorgo

Milho: Com taxação da China, mercado recua mais de 13 pontos na manhã desta 4ª feira em Chicago

As principais posições da commodity exibiam perdas de mais de 13 pontos, uma desvalorização de mais de 3%, perto das 8h37 (horário de Brasília)


Publicado em: 04/04/2018 às 10:30hs

Milho: Com taxação da China, mercado recua mais de 13 pontos na manhã desta 4ª feira em Chicago

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quarta-feira (4) em forte queda. As principais posições da commodity exibiam perdas de mais de 13 pontos, uma desvalorização de mais de 3%, perto das 8h37 (horário de Brasília). O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,75 por bushel, enquanto o julho/18 operava a US$ 3,84 por bushel.

O mercado acompanha as informações sobre a guerra comercial entre EUA e China. Na manhã de hoje, a nação asiática anunciou novas tarifas de importação, incluindo uma taxa de 25% sobre a soja. As cotações da oleaginosa reua mais de 44 pontos nesta quarta-feira.

"A medida é uma retaliação contra as importações dos EUA. A lista de bens atingidos pelas tarifas surgiu depois que os EUA divulgaram sua longa lista de produtos enquanto a disputa comercial entre os dois países esquentava", reportou o site Farm Futures.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Com suporte do trigo, mercado volta a subir e encerra 3ª feira com ligeiras valorizações em Chicago

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta terça-feira (3) com ligeiras valorizações. Os contratos futuros da commodity finalizaram o dia com ganhos entre 1,00 e 1,50 pontos. O maio/18 era cotado a US$ 3,88 por bushel, já o julho/18 operava a US$ 3,97 por bushel. Os vencimentos mais distantes se mantiveram acima do patamar de US$ 4,00 por bushel.

"Soja e milho se recuperaram do declínio da sessão anterior com o apoio do trigo e como o clima frio e úmido no centro dos Estados Unidos despertou preocupações sobre possíveis atrasos no plantio da nova safra", reportou a Reuters internacional.

Por sua vez, os futuros do trigo subiram mais de 10 pontos nesta terça-feira na CBOT. As principais posições do cereal exibiram valorizações de mais de 2%, com o maio/18 cotado a US$ 4,57 por bushel e o julho/18 a US$ 4,74 por bushel.

Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) classificou 32% das lavouras em boas ou excelentes condições. Foi a classificação mais baixa desde 2002. No mesmo período do ano passado, o índice estava em 51%.

Uma severa seca nas planícies cortou as perspectivas de produção da safra nesta temporada, destacou a Reuters internacional. Os maiores declínios são observados no Texas, Oklahoma e Kansas.

Paralelamente, os investidores observam o planejamento da nova norte-americana. Além da redução na área semeada, algumas previsões já indicam que o plantio pode ser dificultado pelo clima mais frio e úmido.

"Sem uma mudança no padrão climático, parece que haverá áreas tradicionais de cultivo de milho que começarão mais tarde do que o normal", reforçou Benson Quinn Commodities ao Agrimoney.com.

"O tempo parece ser uma preocupação em relação ao frio e à umidade, especialmente em áreas ao norte e leste", disse Mike Mawdsley, da First Choice Commodities.

Mercado interno

Enquanto isso, no Brasil, o dia foi de ligeiras altas aos preços do milho. Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, no Oeste da Bahia, a saca subiu 8,77% nesta terça-feira, com a saca do cereal a R$ 31,00. Já em Sorriso (MT), o ganho ficou em 7,14%, com a saca a R$ 15,00.

Em Brasília, a saca apresentou alta de 6,06% e encerrou o dia a R$ 35,00. Na região de Castro (PR), o ganho foi de 2,56%, com a saca a R$ 40,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura subiu 1,49% e fechou a terça-feira a R$ 34,00.

Apesar das altas, os compradores permanecem fora do mercado, pressionando as cotações. Já os produtores seguem retraídos, à espera de uma nova reação nos preços, conforme ponderam os analistas. Com isso, as negociações caminham lentamente.

Fonte: Notícias Agrícolas

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