Milho e Sorgo

Mercado de milho segue lento no Brasil, com preços sob pressão e foco na colheita

Negociações continuam travadas em várias regiões produtoras, enquanto cenário internacional dá leve sustentação às cotações


Publicado em: 06/02/2026 às 17:00hs

Mercado de milho segue lento no Brasil, com preços sob pressão e foco na colheita
Negócios travados e viés de baixa predominam no mercado interno

O mercado brasileiro de milho manteve ritmo lento de negociações ao longo da última semana, com destaque para Goiás e Minas Gerais, onde o volume de negócios permanece reduzido. Segundo análise da Safras & Mercado, os produtores estão concentrados na colheita da safra de verão, o que limita a liquidez nas praças.

Mesmo com maior oferta de milho, os compradores seguem pressionando por redução nas cotações, o que mantém o cenário de viés baixista e pouca movimentação expressiva nas vendas. Assim, o mercado interno segue estável e sem grandes avanços em novos contratos.

Cenário internacional mostra leve recuperação nos preços

No mercado global, o milho registrou semana mais positiva, impulsionado por sinais de recuperação na demanda pelo cereal norte-americano e por preocupações climáticas na Argentina, que enfrenta períodos de seca.

Esses fatores contribuíram para uma maior sustentação dos preços internacionais. Para a próxima semana, o foco do mercado estará voltado à divulgação do relatório de oferta e demanda de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), marcada para terça-feira (10), documento que deve influenciar as tendências globais do grão.

Preços do milho caem na maioria das regiões brasileiras

De acordo com levantamento de Safras & Mercado, o preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 63,05 em 5 de fevereiro, queda de 0,82% frente aos R$ 63,57 da semana anterior.

Veja as principais cotações regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 62,00/saca — queda de 1,59% ante os R$ 63,00 da semana passada;
  • Campinas (SP – CIF): R$ 68,00/saca — cotação estável;
  • Mogiana (SP): R$ 65,00/saca — sem variação;
  • Rondonópolis (MT): R$ 55,00/saca — queda de 1,79% em relação aos R$ 56,00 da última semana;
  • Erechim (RS): R$ 65,00/saca — cotação estável;
  • Uberlândia (MG): R$ 63,00/saca — sem variação;
  • Rio Verde (GO): R$ 60,00/saca — preço mantido.

O comportamento de estabilidade ou leve baixa reflete o baixo ritmo de comercialização, com compradores e vendedores aguardando melhores condições de mercado.

Exportações de milho registram alta em janeiro

Mesmo com a lentidão no mercado interno, as exportações brasileiras de milho apresentaram bom desempenho em janeiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Nos 21 dias úteis do mês, o país registrou receita de US$ 938,3 milhões, com 4,247 milhões de toneladas embarcadas — uma média diária de 202,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 220,90.

Comparado a janeiro de 2025, houve alta de 18,8% no valor médio diário exportado, crescimento de 18,2% no volume médio diário e valorização de 0,5% no preço médio do produto.

Esses números reforçam o papel estratégico do milho brasileiro no comércio internacional, mesmo em um período de mercado doméstico retraído.

Fonte: Portal do Agronegócio

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