Milho e Sorgo

Mercado de milho opera com cautela no Brasil e acompanha clima e cenário externo

Negociações seguem lentas diante da expectativa climática, custos logísticos em alta e atenção aos relatórios dos Estados Unidos


Publicado em: 27/03/2026 às 18:40hs

Mercado de milho opera com cautela no Brasil e acompanha clima e cenário externo
Comercialização desacelera e agentes adotam postura cautelosa

O mercado brasileiro de milho registrou uma semana marcada por cautela nas negociações. Tanto compradores quanto vendedores têm atuado de forma mais conservadora, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.

No estado de São Paulo, foi observado aumento na oferta do cereal. Ainda assim, consumidores seguem retraídos, aguardando possíveis recuos adicionais nos preços antes de avançar nas compras.

Ofertas crescem, mas produtores seguram vendas

Em outras regiões do país, como Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste, também há maior presença de ofertas no mercado. No entanto, os produtores continuam moderados na fixação de vendas, refletindo incertezas quanto ao comportamento dos preços no curto prazo.

Clima influencia decisões no campo

As condições climáticas seguem no radar dos produtores. A expectativa de melhora no tempo em diversas regiões pode favorecer o andamento das atividades agrícolas, especialmente:

  • A colheita da soja
  • O plantio do milho safrinha

Esse cenário contribui para a postura mais cautelosa, já que o avanço das lavouras pode impactar diretamente a oferta do grão nas próximas semanas.

Frete alto e câmbio volátil reforçam cautela

Outro fator que pesa sobre o mercado é a elevação nos custos logísticos, com fretes em tendência de alta. Além disso, a volatilidade do câmbio, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, aumenta a incerteza e reduz o ritmo das negociações.

Mercado internacional registra alta em Chicago

No cenário externo, os preços do milho avançaram na Bolsa de Chicago, impulsionados pela expectativa de aumento da demanda nos Estados Unidos, especialmente para a produção de etanol.

Para a próxima semana, o mercado volta suas atenções aos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que divulgará:

  • Intenção de plantio para a safra 2026/27
  • Estoques trimestrais posicionados em 1º de março
Preços internos apresentam variações regionais

O preço médio da saca de milho no Brasil foi de R$ 66,41 em 26 de março, representando alta de 0,53% em relação aos R$ 66,07 da semana anterior.

Confira os principais destaques regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 66,00 (+3,13%)
  • Campinas/CIF (SP): R$ 75,00 (estável)
  • Mogiana (SP): R$ 70,00 (-1,41%)
  • Rondonópolis (MT): R$ 57,00 (+3,64%)
  • Erechim (RS): R$ 66,00 (+2,33%)
  • Uberlândia (MG): R$ 67,00 (+3,08%)
  • Rio Verde (GO): R$ 64,00 (+3,23%)
Exportações crescem em volume, mas preço médio recua

As exportações brasileiras de milho somaram US$ 178,114 milhões em março (até 15 dias úteis), com média diária de US$ 11,874 milhões.

O volume embarcado alcançou 784,176 mil toneladas, com média diária de 52,278 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 227,10.

Na comparação com março de 2025, os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam:

  • Alta de 7,8% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 14% no volume médio diário
  • Queda de 5,5% no preço médio da tonelada
Perspectiva segue dependente de fatores internos e externos

O mercado de milho no Brasil segue condicionado a fatores como clima, ritmo das lavouras, custos logísticos e cenário internacional. A combinação desses elementos deve continuar influenciando o comportamento dos preços e o ritmo das negociações no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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