Publicado em: 26/06/2024 às 11:00hs
Nesta quarta-feira, o mercado brasileiro de milho deve continuar com negociações lentas. Os consumidores estão tranquilos quanto aos estoques, evitando grandes aquisições, enquanto os produtores mantêm-se retraídos. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta uma leve alta, e a forte valorização do dólar frente ao real pode impulsionar as exportações.
Na terça-feira, os preços do milho no mercado brasileiro variaram entre estáveis e mais baixos. Paulo Molinari, consultor da Safras & Mercado, destacou que o mercado manteve-se lento, com quedas de preços nos portos e em São Paulo.
No Porto de Santos, os preços oscilaram entre R$ 59,00 e R$ 64,00 por saca (compra/venda CIF). No Porto de Paranaguá, as cotações variaram de R$ 58,50 a R$ 63,00 por saca.
Em outras regiões:
Na Bolsa de Chicago, os contratos de milho com entrega em julho de 2024 registraram uma alta de 0,25 centavo, ou 0,05%, sendo cotados a US$ 4,25 3/4 por bushel. O mercado foi sustentado pela alta do petróleo em Nova York, pelo avanço dos preços da soja e do trigo, e pela piora nas condições das lavouras de milho nos Estados Unidos, agravadas por inundações no Meio-Oeste.
No entanto, a valorização do dólar frente a outras moedas limita os ganhos, assim como a menor demanda pelo cereal norte-americano. Na terça-feira, os contratos de milho com entrega em julho de 2024 fecharam a US$ 4,25 1/2 por bushel, uma queda de 8,00 centavos de dólar, ou 1,84%. A posição setembro de 2024 recuou 7,75 centavos, fechando a US$ 4,31 3/4 por bushel.
O dólar comercial registrou alta de 1,03%, cotado a R$ 5,5114. O Dollar Index também apresentou valorização de 0,37%, atingindo 106,00 pontos.
Nas bolsas de valores, os principais mercados asiáticos fecharam em alta: Xangai subiu 0,76% e o Japão, 1,26%. As bolsas europeias, por outro lado, apresentaram desempenho fraco: Paris caiu 1,22%, Frankfurt 0,53% e Londres 0,48%. O petróleo WTI para agosto em Nova York operou em leve baixa, cotado a US$ 80,82 o barril (-0,01%).
Fonte: Portal do Agronegócio
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