Publicado em: 29/04/2024 às 10:30hs
Os contratos futuros de milho abriram a semana com leves altas na B3, enquanto na Bolsa de Chicago (CBOT) a tendência foi de estabilidade. Na B3, por volta das 9h45 desta segunda-feira (29), as variações positivas estavam entre 0,19% e 0,39%, com o milho sendo negociado a R$ 57,05 por saca para o vencimento de maio/24, R$ 57,30 para julho/24, R$ 59,25 para setembro/24 e R$ 62,28 para novembro/24.
Já na CBOT, os preços estavam mais estáveis. Por volta das 9h50, o contrato para maio/24 mantinha-se em US$ 4,40 por bushel. O contrato para julho/27 teve uma pequena queda de 0,25 pontos, cotado a US$ 4,49 por bushel. Setembro estava estável em US$ 4,59 por bushel, enquanto o contrato para dezembro registrava uma queda de 0,50 pontos, chegando a US$ 4,73 por bushel.
Apesar dessas leves altas, o cenário no Brasil é de pressão negativa para os preços do milho. Stefan Podsclan, consultor de grãos e projetos na Agrifatto, explicou ao site Notícias Agrícolas na sexta-feira (26) que essa pressão decorre das projeções para a produção da segunda safra brasileira, estimada entre 94 e 97 milhões de toneladas. Essa previsão aponta para uma oferta elevada, o que afeta a demanda e consequentemente os preços.
Além disso, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), nesta segunda-feira, destacou o bom desenvolvimento da segunda safra em várias regiões do Brasil como outro fator que contribui para a pressão negativa nos preços do milho. O avanço da colheita da safra de verão e a postura mais cautelosa dos compradores também têm impactado a dinâmica do mercado, levando a uma retração nas negociações.
Com essa tendência de pressão nos preços, as movimentações no mercado de milho devem permanecer voláteis ao longo da semana. A previsão de uma segunda safra robusta no Brasil e a postura retraída dos compradores indicam um cenário desafiador para os produtores e traders de milho.
Os fatores internacionais, como a estabilidade na Bolsa de Chicago, também desempenham um papel importante na formação dos preços domésticos. A evolução do mercado financeiro global e as expectativas sobre a demanda internacional podem influenciar as futuras cotações do milho no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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