Milho e Sorgo

Mercado de milho inicia semana com cotações estáveis no Brasil e queda em Chicago após feriado nos EUA

Após o feriado nos Estados Unidos, mercado de milho mantém estabilidade no Brasil, enquanto Bolsa de Chicago recua com projeções de safra maior e dólar influencia preços internos


Publicado em: 20/01/2026 às 11:30hs

Mercado de milho inicia semana com cotações estáveis no Brasil e queda em Chicago após feriado nos EUA
Foto: CNA
Negociações retomam ritmo lento após feriado americano

O mercado brasileiro de milho iniciou esta terça-feira (20) com preços estáveis, refletindo a retomada das negociações após o feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, que interrompeu as atividades na Bolsa de Chicago (CBOT) e retirou temporariamente uma das principais referências internacionais para o setor.

Com a volta do mercado norte-americano, as operações seguem em ritmo moderado, acompanhando a movimentação cambial e o cenário externo. O dólar opera em alta frente ao real, o que tende a sustentar os preços domésticos e movimentar o mercado nos portos brasileiros.

Preços se mantêm estáveis nas principais praças do país

No mercado físico, as cotações do milho permaneceram praticamente inalteradas nesta segunda e terça-feira.

  • Porto de Santos (SP): entre R$ 70,00 e R$ 72,00 a saca (CIF);
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 68,50 a R$ 72,00 a saca;
  • Cascavel (PR): R$ 62,00 a R$ 63,50 a saca;
  • Mogiana (SP): R$ 65,00 a R$ 66,00 a saca;
  • Campinas (SP – CIF): R$ 67,50 a R$ 68,50 a saca;
  • Erechim (RS): R$ 66,00 a R$ 67,50 a saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 62,00 a R$ 63,50 a saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 60,00 a R$ 62,00 a saca (CIF);
  • Rondonópolis (MT): R$ 60,00 a R$ 63,00 a saca.

A leve alta do dólar frente ao real contribui para limitar quedas mais expressivas, sustentando as cotações internas.

B3 abre em leve alta acompanhando o câmbio

Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), os preços futuros do milho abriram a terça-feira com leve valorização, acompanhando a movimentação positiva do dólar.

  • Março/26: R$ 71,11 (+0,01%)
  • Maio/26: R$ 70,20 (+0,03%)
  • Julho/26: R$ 68,70 (+0,04%)
  • Setembro/26: R$ 68,05 (+0,07%)

Por volta das 10h12 (horário de Brasília), o dólar comercial era cotado a R$ 5,38, com alta de 0,34%. Já o Dollar Index recuava 1%, a 98,40 pontos, refletindo a desvalorização global da moeda americana.

Chicago recua com previsão de safra maior nos EUA

Enquanto o mercado interno apresenta estabilidade, os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o dia em queda. Por volta das 9h50 (horário de Brasília):

  • Março/26: US$ 4,22 (-2,50 pontos);
  • Maio/26: US$ 4,30 (-2,00 pontos);
  • Julho/26: US$ 4,36 (-1,75 ponto);
  • Setembro/26: US$ 4,35 (-1,25 ponto).

De acordo com o site Successful Farming, os preços seguem pressionados pelos relatórios mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontaram aumento na projeção de produção de milho. O órgão estima uma safra de 17,02 bilhões de bushels, com produtividade média de 186,5 bushels por acre, superando as expectativas anteriores de 16,55 bilhões de bushels e 184 bushels por acre.

A expectativa de ampla oferta global e a concorrência crescente com o milho sul-americano também pesam sobre as cotações, embora a desvalorização do dólar frente a outras moedas atenue as perdas.

Cenário financeiro global influencia commodities

Nos mercados internacionais, as bolsas europeias operam em baixa — Paris (-1,14%), Frankfurt (-1,54%) e Londres (-1,04%) — enquanto as asiáticas fecharam com resultados mistos, com Xangai caindo 0,01% e o Japão recuando 1,11%.

O petróleo tipo WTI com entrega em fevereiro era negociado a US$ 60,06 por barril, em alta de 1,04%, o que reflete um leve otimismo nas commodities energéticas, mas sem impacto direto sobre os preços agrícolas neste início de semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

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