Publicado em: 28/11/2025 às 18:20hs
O mercado brasileiro de milho apresentou valorização ao longo de novembro, impulsionado por maior interesse de compra e oferta mais restrita. Segundo dados da Safras Consultoria, o cenário atual é marcado por especulações sobre as condições climáticas e pela proximidade do fim do ano, que tende a reduzir a disponibilidade de ofertas no mercado.
Enquanto grandes consumidores afirmam ter estoques suficientes até o início de 2026, compradores menores seguem ativos, buscando volumes adicionais para garantir o abastecimento. Essa movimentação ocorre em meio à retração nas vendas por parte dos produtores, o que tem elevado gradualmente as cotações do cereal.
No cenário externo, o mercado ainda busca equilíbrio após a paralisação do governo dos Estados Unidos, que atrasou a atualização de dados agrícolas. Dependendo dos próximos relatórios, a volatilidade pode aumentar.
A paridade de exportação do milho brasileiro registrou leve melhora em novembro, mesmo com o câmbio instável — oscilando entre R$ 5,30 e R$ 5,40 por dólar. Já as cotações na Bolsa de Chicago permanecem praticamente estáveis, sem grandes movimentações.
De acordo com levantamento da Safras Consultoria, o preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 65,91 no dia 28 de novembro, alta de 3,23% em relação aos R$ 63,84 de outubro.
A tendência de alta foi mais acentuada nas regiões Sudeste e Sul, onde o consumo industrial e de ração se manteve firme, reforçando a pressão sobre os preços.
As exportações brasileiras de milho somaram US$ 846,08 milhões até meados de novembro (14 dias úteis), com média diária de US$ 60,43 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O volume embarcado atingiu 3,939 milhões de toneladas, com média diária de 281,36 mil toneladas, e preço médio de US$ 214,80 por tonelada.
Na comparação com novembro de 2024, houve crescimento de 17% no valor médio diário, aumento de 13,1% no volume médio exportado e valorização de 3,4% no preço médio. Esses números reforçam a competitividade do milho brasileiro, mesmo diante da volatilidade cambial.
Fonte: Portal do Agronegócio
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