Publicado em: 18/12/2023 às 11:30hs
O mercado brasileiro de milho enfrenta um início de semana com negociações contidas, marcado pela retração dos produtores na fixação de oferta, mesmo diante de uma maior procura por parte dos consumidores. Os preços mantêm firmeza, e os investidores monitoram atentamente fatores como condições climáticas, variação cambial e os preços dos futuros, buscando orientações para suas decisões.
De acordo com a SAFRAS Consultoria, a postura dos produtores permanece inalterada, com expectativas de preços mais altos no curto prazo, baseadas em especulações relacionadas ao clima e à próxima safra. Em algumas localidades do país, como São Paulo e Paraná, os consumidores estão um pouco mais comedidos, e a expectativa é de que a liquidez do mercado físico diminua nas próximas semanas, devido à proximidade das festividades.
No âmbito internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em queda, enquanto o dólar apresenta um leve avanço frente ao real.
Na ICE Futures em Nova York, os contratos com entrega em março de 2024 registram uma baixa de 1,00 centavo de dólar, ou 0,20%, fechando a US$ 4,82 por bushel. O mercado enfrenta pressões relacionadas à ampla oferta global de milho, aproximando-se das mínimas em três anos. O desempenho negativo das bolsas de valores da Europa e da Ásia contribui para o quadro desfavorável.
Estimativas da SAFRAS indicam que o Brasil deverá produzir 129,156 milhões de toneladas de milho na safra 2023/24, abaixo das projeções anteriores e da safra anterior.
Na sexta-feira (15), os contratos de milho com entrega em março de 2024 fecharam a US$ 4,83 por bushel, apresentando um avanço de 3,75 centavos de dólar, ou 0,78%.
O dólar comercial registra uma alta de 0,09%, atingindo R$ 4,9421, enquanto o Dollar Index apresenta uma desvalorização de 0,03%, totalizando 102,52 pontos.
As principais bolsas na Ásia fecharam em baixa, enquanto na Europa operam com índices mistos. O petróleo, por sua vez, opera em alta, com o barril do WTI em NY cotado a US$ 72,30, apresentando um aumento de 1,21%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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