Publicado em: 17/07/2024 às 11:00hs
O mercado brasileiro de milho deve enfrentar mais um dia de negociações lentas nesta quarta-feira, reflexo da pressão sobre os preços devido ao avanço da colheita da safrinha. Os agentes do setor permanecem cautelosos, retardando a comercialização do cereal. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago registra alta, enquanto o dólar segue valorizado frente ao real.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de milho manteve-se estável, com poucas novidades. Segundo o consultor Paulo Molinari, da Safras & Mercado, houve uma leve alta na procura, com cotações chegando a R$ 61,00 por saca no Porto de Santos. Em termos gerais, os preços permanecem praticamente inalterados.
Na Bolsa de Chicago, os contratos para dezembro de 2024 registraram uma alta de 3,75 centavos, ou 0,91%, cotados a US$ 4,12 1/2 por bushel. Este movimento é sustentado pelo aumento do preço do petróleo em Nova York e pela desaceleração significativa do dólar frente a outras moedas, o que favorece a competitividade dos exportadores estadunidenses. As compras de barganha também impulsionam o mercado de milho.
Na sessão de ontem (16), os contratos para setembro de 2024 fecharam a US$ 3,95 3/4 por bushel, uma alta de 5,25 centavos, ou 1,34%. Já a posição para dezembro de 2024 fechou em US$ 4,08 3/4 por bushel, um avanço de 4,50 centavos, ou 1,11%.
O dólar comercial registra alta de 0,50%, cotado a R$ 5,4555. O Dollar Index apresenta desvalorização de 0,51%, marcando 103,74 pontos.
As principais bolsas asiáticas fecharam em queda: Xangai com -0,45% e Japão com -0,43%. Na Europa, os mercados operam de forma mista: Paris com -0,42%, Frankfurt com -0,47% e Londres com leve alta de +0,09%.
O preço do petróleo também segue em alta, com o barril de WTI para agosto cotado a US$ 81,59, uma valorização de 1,02%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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