Milho e Sorgo

Futuros do milho flutuam entre altas e baixas no mercado internacional e interno

Preços internacionais sobem com tensão geopolítica e alta do petróleo; mercado brasileiro reage de forma mista


Publicado em: 02/04/2026 às 11:30hs

Futuros do milho flutuam entre altas e baixas no mercado internacional e interno

O mercado de milho inicia a quinta-feira (2) com movimentações contrastantes entre os preços internacionais e internos. Enquanto os contratos futuros em Chicago (CBOT) apresentam valorizações, a Bolsa Brasileira (B3) mostra sinais de cautela após ajustes e quedas recentes.

Milho futuro registra altas na Bolsa de Chicago

Por volta das 09h44 (horário de Brasília), os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago operavam em campo positivo:

  • Maio/26: US$ 4,59 (+5 pontos)
  • Julho/26: US$ 4,70 (+5,25 pontos)
  • Setembro/26: US$ 4,71 (+4,50 pontos)
  • Dezembro/26: US$ 4,85 (+4,50 pontos)

Segundo o site Farm Futures, o mercado reagiu à alta do petróleo e a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, sobre possíveis ações militares contra o Irã. “Os ganhos do milho foram relativamente moderados, mas os preços podem aumentar se a guerra se prolongar”, avalia Bruce Blyhte, analista da Farm Futures.

Mercado interno acompanha valorização, mas fecha em queda

Na B3, os preços futuros do milho iniciaram o dia em alta, com os principais vencimentos cotados entre R$ 71,70 e R$ 76,40 por volta das 10h:

  • Maio/26: R$ 71,83 (+0,72%)
  • Julho/26: R$ 71,70 (+0,56%)
  • Setembro/26: R$ 72,39 (+0,47%)
  • Janeiro/27: R$ 76,40 (+0,63%)

No entanto, o mercado fechou em baixa na quarta-feira (1), refletindo ajustes típicos de início de mês, queda do dólar e realização de lucros. A TF Agroeconômica aponta que o avanço do plantio da segunda safra e a entrada do milho da primeira safra reduziram a pressão compradora. Os fechamentos na B3 foram:

  • Maio/26: R$ 71,32 (-R$ 1,58)
  • Julho/26: R$ 71,30 (-R$ 1,10)
  • Setembro/26: R$ 72,05 (-R$ 0,83)
Cenário do milho físico segue limitado

No mercado físico, a liquidez segue baixa em várias regiões do país:

  • Rio Grande do Sul: preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com valor médio estadual em R$ 57,50;
  • Santa Catarina: descompasso entre ofertas e pedidas mantém os negócios limitados;
  • Paraná: mercado travado, com indicações próximas de R$ 70,00 por saca e demanda em torno de R$ 60,00;
  • Mato Grosso do Sul: preços variam entre R$ 49,00 e R$ 58,00, sustentados parcialmente pelo setor de bioenergia.

Analistas destacam que, apesar de oscilações e incertezas, a alta internacional do milho e fatores geopolíticos podem influenciar novos ajustes nos próximos dias, tornando o mercado interno mais volátil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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