Publicidade
Milho e Sorgo

Exportações de sorgo à China ampliam oportunidades para a safrinha brasileira

AgRural estima embarques de 1,8 milhão de toneladas entre setembro e outubro de 2026; produção nacional deve crescer 20,4% na safra 2025/26, segundo a Conab


Publicado em: 08/10/2026 às 11:17hs

Exportações de sorgo à China ampliam oportunidades para a safrinha brasileira
Foto: VLI

A expansão das exportações de sorgo, com a China entre os principais compradores, amplia as alternativas de comercialização para o produtor brasileiro. Tradicionalmente direcionado ao mercado interno e à fabricação de rações, o cereal passa a ganhar espaço no comércio internacional em um momento de crescimento da produção nacional.

Segundo estimativas da AgRural, o Brasil deve embarcar 1,8 milhão de toneladas de sorgo entre setembro e outubro de 2026, tendo o mercado chinês como principal destino. A demanda externa e a diversificação das rotas de escoamento abrem novas perspectivas para o planejamento da safrinha.

Produção brasileira de sorgo deve alcançar 7,35 milhões de toneladas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 7,35 milhões de toneladas de sorgo na safra 2025/26, avanço de 20,4% em relação à temporada anterior.

A área plantada cresceu 32,9%, chegando a 2,17 milhões de hectares. A expansão das lavouras ocorre paralelamente ao desenvolvimento de novos canais de venda, permitindo que o cereal alcance compradores além da indústria brasileira de alimentação animal.

Esse movimento acrescenta uma variável comercial ao planejamento da cultura: além da demanda doméstica, o produtor passa a acompanhar as oportunidades de exportação.

Novas rotas ampliam escoamento do sorgo brasileiro

As negociações destinadas ao mercado externo ganharam força em 2025, principalmente pelo Porto de Imbituba, em Santa Catarina.

Em 2026, os embarques passaram a envolver também Santos, Paranaguá e terminais do Nordeste. A ampliação das alternativas logísticas aumenta as possibilidades de escoamento e acompanha o crescimento do interesse internacional pelo cereal.

A abertura do mercado chinês tem papel relevante nessa mudança, ao acrescentar um destino à comercialização de uma cultura historicamente mais concentrada no consumo interno.

Demanda externa influencia planejamento da safrinha

Para Marco Castelli, diretor comercial da Agrobom, a presença de compradores internacionais modifica a perspectiva comercial do sorgo e pode influenciar as decisões para a próxima safrinha.

“O sorgo sempre teve espaço na safrinha, mas durante muito tempo o produtor ficou mais concentrado no mercado interno. Agora existe uma demanda externa que abre novas possibilidades de comercialização. Isso muda a forma como a cultura é enxergada e dá ao produtor mais uma alternativa na hora de planejar a produção”, afirma.

Na avaliação do executivo, a diversificação dos destinos fortalece a posição do cereal no mercado brasileiro de grãos. Assim, a escolha da cultura passa a considerar, além das características agronômicas, as condições de comercialização.

Crescimento da oferta encontra novos compradores

O avanço da produção e a expansão do mercado externo ocorrem simultaneamente, criando oportunidades que, segundo Castelli, merecem acompanhamento pelos produtores.

“A oportunidade está justamente nessa combinação entre produção e mercado. O Brasil está produzindo mais sorgo e, ao mesmo tempo, surgem novos compradores e novas rotas para o cereal. É um cenário que merece ser acompanhado de perto pelo produtor”, destaca.

Embora o comércio internacional do sorgo brasileiro ainda esteja em desenvolvimento, a demanda chinesa e a ampliação dos canais de escoamento acrescentam opções de venda à cadeia. Para a safrinha, esse novo contexto amplia os fatores que entram na avaliação do produtor ao definir o destino das áreas e da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias