Milho e Sorgo

Exportações de milho do Brasil crescem 13% em 2026 e chegam a 69 países, com avanço do Vietnã e liderança do Egito

Diversificação dos mercados fortalece o milho brasileiro no comércio internacional e destaca a importância da qualidade pós-colheita para atender compradores cada vez mais exigentes


Publicado em: 16/06/2026 às 17:00hs

Exportações de milho do Brasil crescem 13% em 2026 e chegam a 69 países, com avanço do Vietnã e liderança do Egito
Foto: APPA - Paranaguá

As exportações brasileiras de milho em grão registraram crescimento expressivo no primeiro trimestre de 2026, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais do cereal. Além do aumento no volume embarcado, o período foi marcado pela ampliação da presença internacional do produto brasileiro, que chegou a 69 países, contra 63 destinos registrados no mesmo período do ano passado.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Logcomex, apontam que os embarques de milho em grão classificados no código NCM 1005.90.10 movimentaram US$ 1,48 bilhão entre janeiro e março de 2026. O resultado representa alta de 13,1% no valor FOB e avanço de 14,6% no volume exportado na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Ao todo, o Brasil exportou 6,74 milhões de toneladas do cereal no período, superando as 5,88 milhões de toneladas embarcadas no ano anterior.

Egito lidera compras e Vietnã registra crescimento recorde

O desempenho das exportações foi acompanhado por uma importante mudança no perfil dos compradores internacionais.

O Egito assumiu a liderança entre os principais destinos do milho brasileiro, com aquisições que somaram US$ 367,7 milhões, crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2025.

O destaque ficou para o Vietnã, que ampliou suas compras em 257%, passando a integrar o grupo dos três maiores importadores do cereal brasileiro.

Por outro lado, o Irã perdeu participação relativa nas exportações nacionais. Após responder por 35,3% da pauta exportadora no primeiro trimestre de 2025, o país passou a representar 20,9% das vendas no mesmo período deste ano.

A mudança demonstra um cenário de maior diversificação dos mercados compradores, reduzindo a dependência de um único destino e fortalecendo a segurança comercial do setor.

Diversificação reduz riscos para o agronegócio brasileiro

A ampliação da base de compradores é considerada estratégica para o agronegócio nacional. Com mais países importando milho brasileiro, o setor reduz sua exposição a riscos geopolíticos, barreiras comerciais e oscilações econômicas em mercados específicos.

Além disso, a maior distribuição das exportações tende a proporcionar mais estabilidade para a comercialização da produção nacional, especialmente em períodos de elevada oferta.

Segundo a análise da Logcomex, é a primeira vez que o milho brasileiro encerra um trimestre sem apresentar forte dependência de um único comprador internacional.

Qualidade pós-colheita ganha importância nas exportações

O avanço das exportações também reforça a necessidade de investimentos em qualidade, rastreabilidade e armazenamento da produção.

Dentro do volume embarcado sob o código NCM 1005.90.10 estão incluídos lotes de milho de pipoca comercializados a granel, uma cultura reconhecida pela elevada sensibilidade às condições de armazenamento e ao controle de umidade.

Especialistas destacam que a manutenção dos padrões de qualidade durante o pós-colheita tem se tornado fator decisivo para acessar mercados mais exigentes e garantir competitividade internacional.

O controle adequado da umidade dos grãos reduz perdas, preserva características físicas e evita problemas relacionados à deterioração, fungos e redução da qualidade comercial.

Exigências internacionais impulsionam modernização do setor

Com o crescimento das exportações e a ampliação da presença brasileira em novos mercados, aumenta também a pressão por processos mais eficientes de secagem, armazenagem e logística.

Países importadores vêm reforçando exigências relacionadas à qualidade dos produtos agrícolas, segurança alimentar e rastreabilidade das cargas, fatores que exigem investimentos contínuos em tecnologia e gestão pós-colheita.

Nesse cenário, a combinação entre produtividade no campo e eficiência na conservação dos grãos torna-se um diferencial competitivo para o milho brasileiro no mercado internacional.

Perspectivas para 2026 seguem positivas

O desempenho do primeiro trimestre sinaliza perspectivas favoráveis para as exportações brasileiras de milho ao longo de 2026. A expansão do número de mercados compradores, o fortalecimento da presença em países asiáticos e africanos e a redução da concentração das vendas externas ampliam as oportunidades para o setor.

Ao mesmo tempo, o avanço das exigências globais reforça a importância de investimentos em qualidade e sustentabilidade, elementos cada vez mais decisivos para a consolidação do Brasil como um dos principais exportadores mundiais de milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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