Publicado em: 22/04/2024 às 10:55hs
As exportações de milho pelos portos do Arco Norte têm ganhado força, de acordo com o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta sexta-feira (19). Em março de 2024, esses portos foram responsáveis por 43,3% da movimentação nacional acumulada, em comparação com 36,2% no mesmo período do ano anterior.
O porto de Santos aparece em segundo lugar, com 32% da movimentação total, comparado a 25% no ano anterior. O porto de Paranaguá teve uma queda acentuada, registrando apenas 4% da movimentação, em contraste com 18,8% no período anterior. O porto de São Francisco do Sul viu um aumento, com 15,1% do total, contra 11,5% do ano passado. As regiões que mais contribuíram para essas exportações foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Maranhão.
Apesar do aumento nas exportações, o preço do milho no mercado nacional continua em queda, refletindo a superprodução do ano anterior. As exportações em março totalizaram 0,43 milhão de toneladas, uma redução significativa em comparação com 1,71 milhão em fevereiro e 1,34 milhão de toneladas no mesmo período em 2023.
A diminuição na produção do cereal em relação à safra anterior afetou também os estoques de passagem. No entanto, a previsão de aumento de 5,5% no consumo interno, comparado ao ano anterior, beneficia especialmente dois segmentos: a produção de proteína animal, que tem custos reduzidos com a queda dos preços de exportação, e a produção de etanol, concentrada principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Quanto às exportações de soja, os portos do Arco Norte responderam por 35,3% das exportações nacionais, ligeiramente abaixo dos 37,5% do ano anterior. O porto de Santos escoou 35,9%, uma redução significativa em comparação com 43,3% no ano anterior. Em contraste, o porto de Paranaguá aumentou sua participação, atingindo 16% do total nacional, enquanto o porto de São Francisco do Sul registrou 6,8%, mais do que o dobro do ano passado.
O Boletim Logístico também aponta para tendências nos preços dos fretes rodoviários. Houve alta mais significativa em rotas que partem do Distrito Federal, enquanto outros estados, como Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Piauí, registraram queda devido à redução na demanda por fretes e retração da comercialização. O estado de São Paulo também apresentou queda nas cotações de frete, atribuído ao atraso na comercialização da soja.
A pesquisa da Conab, nesta edição do Boletim Logístico, coletou dados em dez estados produtores, analisando aspectos logísticos do setor agropecuário, além das rotas utilizadas para escoamento da safra. Para mais informações, a edição completa do Boletim Logístico - Abril/2024 está disponível no site da Companhia Nacional de Abastecimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias