Publicado em: 30/03/2026 às 19:00hs
A safra de milho safrinha 2026 no Brasil começa a registrar os primeiros impactos negativos das condições climáticas adversas. Segundo levantamento da AgRural, a combinação de estiagem e calor já provoca perdas em lavouras no oeste do Paraná, uma das principais regiões produtoras do país.
Mesmo com o fechamento da janela ideal de plantio em todas as regiões do Centro-Sul, os trabalhos de semeadura avançaram na última semana nas áreas que ainda estavam pendentes.
De acordo com a AgRural, o plantio da safrinha alcançou 99% da área total até a última quinta-feira (26). Com exceção do Paraná, todos os demais estados já concluíram a semeadura.
No norte paranaense, parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho dentro do prazo ideal foi direcionada para o cultivo de trigo e outras culturas de cobertura de inverno.
Essa mudança reflete a estratégia dos produtores para reduzir riscos diante do atraso no calendário agrícola.
A principal preocupação da safra neste momento está concentrada no oeste do Paraná. A região, que finalizou o plantio no início de março, enfrenta dificuldades devido à baixa umidade do solo.
Apesar das chuvas registradas na última semana, o volume ainda não foi suficiente para reverter o quadro. Segundo produtores locais, já há perdas consolidadas em lavouras que entraram na fase reprodutiva, etapa crítica para a definição da produtividade.
Enquanto o Paraná enfrenta dificuldades, as lavouras de milho safrinha nos demais estados do Centro-Sul apresentam bom desenvolvimento, beneficiadas por condições climáticas mais favoráveis, especialmente com a regularidade das chuvas.
Diante do cenário, a AgRural revisou sua estimativa para a produção total de milho do Brasil na safra 2025/26.
A projeção foi reduzida de 136,2 milhões para 135,7 milhões de toneladas, considerando a soma das três safras (primeira, segunda e terceira).
O ajuste ocorreu principalmente devido à redução da área plantada da safrinha em regiões onde o plantio foi significativamente atrasado.
Apesar da revisão na produção total, as estimativas de produtividade ainda não foram alteradas. As projeções atuais seguem baseadas em tendências históricas.
A partir de abril, esses números começarão a ser substituídos por levantamentos de campo mais precisos, que deverão indicar com maior clareza os impactos reais das condições climáticas sobre a safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
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