Publicado em: 25/02/2026 às 12:30hs
A safra brasileira de milho 2025/26 apresenta potencial histórico, mas o avanço do enfezamento do milho acende alerta entre os produtores. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de grãos pode chegar a 353,1 milhões de toneladas, sendo que o milho deve atingir 138,9 milhões de toneladas. Para que esses números se concretizem, é essencial o manejo efetivo da doença causada por mollicutes, transmitidos pela cigarrinha do milho.
De acordo com Nelson Peterossi, gerente de fungicidas da UPL Brasil, o enfezamento é provocado por bactérias do tipo Phytoplasma e Spiroplasma. O inseto transmissor, a cigarrinha do milho (Dalbulus maidis), contamina as plantas desde os estágios iniciais, prejudicando o desenvolvimento e comprometendo o potencial produtivo.
“A doença se espalha de forma silenciosa e pode causar perdas superiores a 70% da produtividade. Um único inseto infectado é capaz de transmitir os molicutes diretamente no floema da planta, onde eles se multiplicam e se disseminam”, explica Peterossi.
Tradicionalmente, os sintomas do enfezamento eram mais visíveis, incluindo redução do crescimento, espigas malformadas, colmos enfraquecidos e tombamento. Atualmente, os sinais podem ser sutis, tornando a detecção e o manejo mais desafiadores, especialmente porque os sintomas aparecem entre 15 e 40 dias após a infecção.
Hoje, o controle da doença depende indiretamente da gestão do inseto vetor, por meio de inseticidas e híbridos tolerantes. Esse modelo exige múltiplas aplicações, aumenta o custo de produção e ainda não atua diretamente sobre os molicutes, deixando a lavoura vulnerável a perdas significativas.
Peterossi destaca: “O agricultor depende de controle indireto, que não garante proteção completa contra a doença. Isso gera insegurança e risco elevado para a produtividade”.
Diante desse cenário, a UPL apresenta Kasumin, a primeira solução no mercado brasileiro que atua diretamente sobre os molicutes, inaugurando uma nova abordagem no controle do enfezamento. O bactericida sistêmico, à base de casugamicina, é absorvido pela planta e translocado internamente, alcançando folhas, caules e tecidos em crescimento — exatamente onde os patógenos se instalam.
A tecnologia permite ação preventiva e curativa, protegendo as plantas contra novas infecções e fortalecendo a sanidade da lavoura, o que se traduz em ganhos reais de produtividade e melhor retorno sobre o investimento.
Nelson Peterossi reforça: “Kasumin une inovação e tradição, atuando onde os inseticidas não chegam, preservando o potencial produtivo do milho e oferecendo ao agricultor maior segurança para produzir mais”.
Fonte: Portal do Agronegócio
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